Novo sismo de magnitude 5,4 atinge a Venezuela

Este novo abalo acontece dois dias depois de na quarta-feira dois sismos de 7,2 e 7,5, causarem pelo menos 929 mortos.

A Venezuela voltou a ser abalada por um sismo de magnitude 5,4 na escala de Richter, depois de, na quarta-feira, dois sismos de 7,2 e 7,5, causarem pelo menos 929 mortos.

O novo abalo, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, de magnitude preliminar 5,4 graus, teve lugar pelas 18h16 de sexta-feira (23h16 em Lisboa), junto à costa do estado venezuelano de Arágua, 44 quilómetros a norte da cidade de Maracay.

O sismo, segundo reportado nas redes sociais, foi sentido intensamente nos estados de Arágua, Carabobo, Miranda, La Guaira e no Distrito Capital.

A Fundação Venezuelana de Investigações Sismológicas confirmou a ocorrência de um novo sismo, pelas 18h16, apontando uma magnitude de 4,9, com o epicentro a uma profundidade de 4,6 quilómetros, 50 quilómetros a noroeste de La Victoria.

O sismo foi precedido por outro de magnitude 2,9, que ocorreu pelas 18:02 (23:02 em Lisboa), 17 quilómetros a noroeste da localidade de San Felipe e 290 quilómetros a oeste de Caracas, a capital do país.

De momento não há dados sobre danos materiais ou humanos causados por estes dois terramotos.

Os dois grandes sismos que foram registados na Venezuela, na quarta-feira, causaram pelo menos 929 mortos e 3.360 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.

Entre os mortos, há pelo menos 28 portugueses e lusodescendentes, e outros 85 estão desaparecidos.

Segundo a ONU, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas.

Portugal e outros sete países da União Europeia vão enviar equipas de busca e salvamento para a Venezuela.

Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.

Segundo a imprensa local, desde a quarta-feira já se registaram mais de 300 réplicas, embora de menor intensidade.