Novo teste de sangue pode permitir detetar recaídas de cancro da mama com até três anos de antecedência
Método atualizado de testagem analisa 1800 mutações no ADN que é libertado para a corrente sanguínea por células cancerígenas.
Um novo teste de sangue desenvolvido no Reino Unido pode permitir detetar com até três anos de antecedência o regresso do cancro da mama em mulheres que já venceram a doença pelo menos uma vez.
Os investigadores do Centro de Investigação Breast Cancer Now Toby Robins, em Londres, conseguiram identificar todas as pacientes de um ensaio clínico que mais tarde viriam a ter uma recaída da doença, num intervalo de entre 15 e 41 meses.
Este teste deteta pequeníssimas quantidades de ADN cancerígeno - ctDNA - no sangue, com a principal diferença em relação a métodos anteriores, explica o The Guardian, a ser a de que este procura 1800 mutações genéticas, por contraste com as entre 16 e 50 que eram previamente visadas.
Participaram no desenvolvimento deste teste 78 pessoas cujo sangue foi analisado, sendo de notar que não houve falsos negativos: ou seja, em cinco anos, nenhuma das 60 mulheres que testou negativo viu o cancro regressar.
O teste, cujos resultados foram apresentados na reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, identificou também 11 mulheres com grande risco de recair, o que acabou por acontecer, e ainda outras três em que o ctDNA foi detetado, mas mais tarde acabou por desaparecer, não havendo recaída.
Não há dados sobre as restantes quatro pacientes.
