Número de casos suspeitos de Ébola baixa de 906 para116 na RDCongo e Uganda

Informação atualizada hoje pela Organização Mundial da Saúde.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reduziu hoje o número de casos suspeitos de Ébola na República Democrática do Congo (RDCongo) e no Uganda, que passou de 906 para 116, para um total de 330 casos confirmados.

Muitos doentes "foram descartados após verificação e sofrem de outras doenças ou apresentaram apenas um episódio de febre sem outros sintomas", declarou a porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, precisando que, até à data, seis pessoas tinham sido curadas e 49 mortes confirmadas.

Lindmeier declarou que os casos suspeitos incluíam "qualquer pessoa identificada pelo sistema de vigilância ou que se apresentasse num estabelecimento de saúde com sintomas que pudessem sugerir o Ébola".

Assim, os casos suspeitos passam de 906 (número publicado a 29 de maio) para 116. Ao mesmo tempo, outros doentes tiveram resultados positivos nos testes, o que levou a uma revisão em alta do número de casos confirmados nos dois países, de 134 para 330.

Por seu lado, o Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças (Africa CDC), a agência sanitária da União Africana (UA), registou na sexta-feira 1.139 casos suspeitos e 246 mortes prováveis pelo vírus, enquanto a OMS já não faz referência a essas mortes.

A OMS emitiu um alerta sanitário internacional, e o diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus, deslocou-se no sábado a Ituri, na RDCongo, o epicentro da epidemia.

A atual epidemia da doença do vírus Ébola, uma febre hemorrágica extremamente contagiosa, foi declarada em 15 de maio no nordeste da RDCongo.

O Uganda, país vizinho da RDCongo e do Quénia, que confirmou 11 infeções, incluindo uma fatal, é o único outro país para onde o vírus se propagou até ao momento.

O vírus do Ébola, detetado pela primeira vez em 1976, junto ao rio com o mesmo nome, na RDCongo, é transmitido através do contacto direto com sangue ou outros fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, dores musculares, fraqueza, dores de cabeça, irritação da garganta, febre, vómitos, diarreia e hemorragias internas.

Não existe vacina nem tratamento específico para esta nova estirpe do vírus, mas o Africa CDC prometeu uma vacina até ao final do ano e a OMS está a trabalhar em ensaios clínicos.

O Ébola provoca uma febre hemorrágica mortal, mas o vírus, que causou mais de 15 mil mortes em África nos últimos 50 anos, é menos contagioso do que a covid-19 ou o sarampo, segundo a OMS.