Número de vítimas de violência doméstica neste ano sobe para 12
O número de vítimas mortais caiu em relação ao ano passado e há mais de 1400 vítimas acolhidas na rede nacional de apoio.
Mais duas mulheres e um homem foram vítimas de homicídio em contexto de violência doméstica no segundo trimestre deste ano, elevando para 12 o total de homicídios já este ano, segundo dados oficiais divulgados esta terça-feira.
De acordo com os dados da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG), este ano já morreram vítimas de violência doméstica dez mulheres e dois homens. No mesmo período do ano passado tinham morrido 11 mulheres, duas crianças e dois homens, num total de 15 pessoas vítimas de violência doméstica.
Os registos da CIG mostram ainda um aumento no número de acolhimentos na Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica, com 1419 acolhimentos, dos quais 703 mulheres, 693 crianças e 23 homens.
No primeiro trimestre tinham sido acolhidas 794 vítimas: 442 mulheres, 331 crianças e 21 homens.
No segundo trimestre, as 7738 ocorrências participadas à PSP e GNR superaram os valores do primeiro trimestre, quando foram feitas 6879 queixas.
O crime de violência doméstica mantinha 1011 reclusos a cumprir pena de prisão efetiva, mais do que os mil registados no trimestre anterior, e 338 reclusos em prisão preventiva, mais do que os 326 nos primeiros três meses do ano.
No total, Portugal tinha no segundo trimestre 1349 reclusos presos por violência doméstica.
Entre as medidas de coação decretadas a arguidos por violência doméstica, 885 tinham vigilância eletrónica, num total 1134 medidas de coação em vigor no segundo trimestre, uma ligeira quebra em relação às 1138 do trimestre anterior.
Os dados oficiais mostram ainda que no segundo trimestre deste ano foram executadas 1813 suspensões provisórias do processo com acompanhamento pela Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP), menos do que as 1824 registadas no primeiro trimestre.
No segundo trimestre registou-se ainda um ligeiro aumento no número pessoas a frequentar programas para agressores, com um total de 2631, mais do que os 2531 no primeiro trimestre.
O total de vítimas com medidas de proteção por teleassistência no final do segundo trimestre era de 5122, uma descida face ao total de 5295 no primeiro trimestre.
Foram ainda feitos, no segundo trimestre, 250 transportes de 450 vítimas, maioritariamente mulheres (238) e crianças (201).
