O aumento do cyberbullying é o foco da operação "Bullying é para fracos" da PSP
A campanha "Bullying é para fracos" regressou às escolas esta segunda-feira e terminará no dia 23 de outubro.
No Dia Mundial do Combate ao Bullying, a Polícia de Segurança Pública alerta sobretudo para o cyberbullying. Um fenómeno recente, mas que os agentes acreditam que aconteça numa dimensão superior àquela que as queixas que são feitas representam.
A campanha "Bullying é para fracos" da PSP regressou no início desta semana às escolas. Uma operação que visa a sensibilização e a prevenção do bullying junto dos alunos desde o pré-escolar até ao último ano do ensino secundário.
Este ano, o cyberbullying é o grande foco da operação, porque "traz preocupações acrescidas, uma vez que pode ser prolongado no tempo devido às imagens e publicações poderem ser vistas repetidamente", revela o intendente Hugo Guinote da PSP.
A PSP considera, porém, que o número de situações reportadas é muito reduzido. "No ano anterior, houve no total 177 ocorrências de bullying e apenas 22 de cyberbullying", informa. Hugo Guinote acredita que o cyberbullying está muito subvalorizado, o que torna ainda mais importante que "haja uma sensibilização cada vez maior para que as denúncias aumentem".
Há ainda uma atenção especial para a figura dos bystanders, ou seja, "aqueles que acabam por presenciar a violência, mas que assumem uma atitude passiva." Hugo Guinote reforça que este comportamento não é correto, tal como comentar ou partilhar este tipo de situações nas redes sociais.
Sinais que podem indicar que uma criança está a sofrer bullying
A PSP apela aos encarregados de educação e à comunidade escolar para que não fiquem à espera que uma criança lhes peça ajuda. Antes que isso seja necessário, é importante estar atento aos sinais de: isolamento, desinteresse pelas atividades escolares, aumento da ansiedade e, por vezes, comportamentos violentos contra si próprios ou contra outros.
É necessário denunciar para que a polícia possa intervir
"A denúncia é muito importante porque permite acionar uma resposta que se pretende multidisciplinar", refere Hugo Guinote.
Dessa forma a polícia poderá trabalhar com a escola, com a família e, eventualmente com o suporte médico, seja psicólogo ou psiquiatra.
Isto serve tanto para a vítima como para a criança agressora, porque ambos precisam de apoio.
O recurso à violência para se impor perante os pares ou professores e funcionários "é um sinal que essa criança não está a crescer num ambiente saudável e pode se tornar um potencial agressor no futuro em outros contextos", afirma Hugo Guinote . "Quanto mais cedo conseguirmos devolver aquela criança a um contexto de normalidade melhor", sublinha.
As queixas podem ser feitas na escola, ao auxiliar de educação, aos professores, aos próprios amigos. Ou então às autoridades, como a polícia ou aos agentes da Escola Segura, em qualquer esquadra ou através do e-mail "escolasegura@psp.pt".
A campanha "Bullying é para fracos" regressou às escolas esta segunda-feira e termina no dia 23 de outubro.
