"O povo português quer este governo." Montenegro mantém o "não é não" ao Chega
A AD conseguiu eleger 89 deputados.
O presidente do PSD afirmou hoje que os portugueses deram nas eleições de domingo um voto de confiança na AD, no Governo e no primeiro-ministro, querendo que o executivo dialogue, mas que as oposições também o façam. Luís Montenegro fez esta interpretação dos resultados eleitorais na sua intervenção inicial no final da noite eleitoral.
"O povo falou e exerceu o seu poder soberano. No recato da sua liberdade, aprovou, de forma inequívoca, um voto de confiança no Governo, na AD e no primeiro-ministro", declarou, recebendo uma prolongada salva de palmas. De acordo com o líder do executivo, "o povo português quer este Governo e não quer outro".
"O povo quer este primeiro-ministro e não quer outro; o povo quer que este Governo dialogue com as oposições, mas o povo também quer que as oposições respeitem e dialoguem com este Governo e com este primeiro-ministro", salientou na parte inicial da sua intervenção. Quando estão por apurar apenas os círculos da emigração, as duas coligações lideradas pelo PSD (AD -- Coligação PSD/CDS no Continente e Madeira com 86, a que se somam três da coligação PSD/CDS-PP/PPM nos Açores), obtêm 89 deputados (87 do PSD e dois do CDS-PP) e cerca de 32,7% dos votos.
O presidente do PSD defendeu hoje que não há outra solução de Governo que não passe pela AD e, questionado se mantém o não ao Chega, respondeu que já demonstrou ter palavra. “Não me parece que haja outra solução de Governo que não aquela que dimana da vontade livre democrática e convicta do povo português”, afirmou Luís Montenegro, quando questionado pelos jornalistas sobre as condições de governabilidade.
Para o líder da AD, do ponto de vista aritmético, apenas haveria outra possibilidade de Governo, que passaria por uma coligação entre PS e Chega, que não considerou “um cenário crível”. Já à pergunta se mantém o “não é não” ao partido liderado por André Ventura, Montenegro respondeu: “Quanto aos nossos compromissos já mostrámos que temos palavra e que cumprirmos a nossa palavra”.
O líder do PSD disse não querer teorizar sobre o que outros partidos transmitirão ao Presidente da República, expressando a sua posição geral. “Dentro do cumprimento dos compromissos que assumi em nome da AD e dentro do espírito do ‘sim é sim’ a Portugal, tenho a certeza que vai acabar por imperar o sentido de responsabilidade, não só para a assunção plena de poderes do Governo, mas de condições de execução do programa do Governo em quatro anos”, disse.
