O que precisa saber sobre o Conclave
Os 133 cardeais eleitores vão estar reunidos, sem contacto com o exterior, até escolherem o novo Papa.
Ao longo dos tempos os conclaves têm sido marcados pelo drama e secretismo. Este ano, a escolha do sucessor do Papa Francisco não deverá ser diferente.
Nos próximos dias os 133 cardeais eleitores vão estar isolados do mundo exterior, sem acesso a televisões, jornais ou internet. E apenas poderão receber ou fazer uma chamada telefónica em caso de urgência e mesmo assim só com autorização.
Durante o conclave os cardeais ficam alojados na Casa Santa Marta, e como são mais do que o habitual, ocupam também o edificio vizinho. Os quartos foram definidos através de sorteio. O acesso à Capela Sistina é restrito e, por isso, é feito através de um túnel secreto.
Por dia, e até ser escolhido o novo Papa, serão feitas quatro votações. E, por duas vezes ao dia, sairá fumo branco ou negro através da chaminé. A primeira ao meio dia e a segunda às 18h.
O tempo médio de um conclave é de três a cinco dias, embora em alguns casos possa se estender por mais tempo. Foi o caso da eleição do Papa Gregório X, o mais longo da história que durou cerca de dois anos. A eleição foi prolongada por causa de discussões entre as facções cardeais e a falta de consenso. Gregório X foi finalmente eleito após uma resolução que envolveu o isolamento dos cardeais numa pequena área e a imposição de uma dieta muito restritiva, para forçá-los a tomar uma decisão.
O Papa João Paulo II foi eleito como o primeiro Papa não italiano em mais de 450 anos. João Paulo II, que era polaco, trouxe uma nova perspectiva ao papado e teve um impacto significativo na política e na espiritualidade mundial.
Portugal tem quatro cardeais eleitores: Américo Aguiar, José Tolentino Mendonça, Manuel Clemente e António Marto. portugal tem outros dois cardeais, mas como têm mais de 80 anos não podem participar no conclave. São eles José Saraiva Martins, de 93 anos, e Manuel Monteiro de Castro, de 86 anos.
D. Manuel Clemente é o 38º eleitor, o primeiro dos cardeais portugueses. Anrónio Marto vota em 59º lugar, Américo Aguiar em 97º e José Tolentino Mendonça em 118º.
