O Rope Skipping quer juntar-se aos Jogos Olímpicos

A modalidade tem por base o salto à corda e tenta profissionalizar-se.

O Rope Skipping tem por base o salto à corda, mistura-se com ritmo e força e quer ser modalidade olímpica. Até ao final de Paris2024, as equipas francesas da modalidade vão fazer demonstrações pela cidade. 

Ângelo Santos pratica a modalidade há mais de dez anos e é treinador da equipa portuguesa Molinhas, um clube em Taipa, há nove anos. Não quer traçar uma data para uma possível entrada do Rope Skipping no mundo olímpico. À redação, o treinador explica que a entidade internacional que os representa (International Jump Rope Union) já está a “conversar com comités de vários países”.  

A modalidade ainda está a ganhar espaço no desporto mundial. Em Portugal, o Rope Skipping ainda não tem uma federação, apenas uma “associação promotora do desporto”. O treinador explica que a modalidade é recebida com abertura pelos mais novos. Aos mais velhos é preciso explicar quantos saltos um júnior faz por minuto – um nível que vai além do que é praticado por atletas em ginásio. 

A adesão tem aumentado, segundo Ângelo Santos. No campeonato da Europa, “há dois anos, houve 500 participantes, neste foram quase 800”; e o mesmo se aplicou ao mundial que “esteve perto dos 1500 participantes de diferentes países”.  

Em julho deste ano, no campeonato europeu, os Molinhas conquistaram 14 pódios e cinco medalhas de ouro. 

 

Há um longo caminho até aos Jogos Olímpicos. Até lá, a equipa vai preparar-se para o campeonato mundial de Rope Skipping que vai acontecer em Tóquio no próximo ano.