Obras mais urgentes nas praias concluídas para "dar um bom verão aos portugueses"

Lista de trabalhos prioritários concluídos inclui os de Quarteira e Costa de Caparica.

Os investimentos mais urgentes para reparar os estragos das tempestades de janeiro e fevereiro deste ano nas praias portuguesas estão concluídos, enquanto outros menos prioritários decorrem até 2028, disse hoje na Ericeira a ministra do Ambiente.

“Os mais urgentes foram feitos. Foram feitos antes da época balnear. Há várias obras que foram consideradas não tão urgentes que vão continuar”, afirmou aos jornalistas Maria da Graça Carvalho, recordando a calendarização já antes definida.

Entre as mais urgentes já terminadas, a governante destacou as obras em Quarteira, concelho de Loulé e distrito de Faro (15 milhões de euros) e na Costa de Caparica (10 milhões de euros), no concelho de Almada, distrito de Setúbal.

Questionada sobre o relatório divulgado na quinta-feira pela Agência Portuguesa do Ambiente, segundo o qual “41% das praias monitorizadas recuperaram ou superaram os valores médios de largura e volume sedimentar, enquanto 59% permanecem abaixo desses valores de referência, evidenciando a persistência de défices sedimentares numa parte significativa dos locais analisados”, a ministra esclareceu que há obras previstas até 2028, com financiamento do Programa Operacional para a Ação Climática e Sustentabilidade 2030.

“Esperamos que a maior parte delas sejam executadas para o ano. Mas este ano já fizemos muito e quem vai às praias já pode ver. Alguém dizia que eu estava muito preocupada em dar um bom verão aos portugueses e estou”, disse.

A decorrer existem intervenções menos prioritárias e com menores custos associados, entre elas a da praia do Algodio, na Ericeira, no concelho de Mafra (distrito de Lisboa), que visitou.

“Esta é uma das que nos preocupavam mais e agora vai ficar com muito mais segurança”, sublinhou.

Além de “remediar erros do passado”, explicou a governante, as obras visam “dar mais segurança a todas as habitações que estão em cima da arriba” e a quem frequenta a praia.

A intervenção, iniciada em maio, tem um custo de 1,1 milhões de euros e deverá ficar concluída em outubro.

No sul do país, depois da intervenção de urgência para repor areia na praia algarvia da Fuseta, está prevista uma outra “mais estrutural” a partir de outubro e com um investimento superior a “mais de um milhão de euros”.

A ministra do Ambiente salientou que as obras, além de garantirem condições de segurança em muitas praias, são fundamentais para atrair turistas e assim contribuir para a economia local.

Os temporais que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, entre o final de janeiro e fevereiro deste ano, causaram pelo menos 19 mortos e várias centenas de feridos, desalojados e deslocados, provocando a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos de milhares de milhões de euros.

Os municípios das regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram os mais afetados.