Obras na EN115 vão começar esta semana em Arruda dos Vinhos

A estrada foi danificada pelas intempéries deste inverno. A maioria dos estragos ocorreu na rede rodoviária, taludes, edifício do terminal rodoviário e condutas de água.

As obras de reparação da Estrada Nacional 115 (EN115), danificadas pelas intempéries deste inverno, começam esta semana em Arruda dos Vinhos, afirmou o vice-presidente da câmara na última reunião pública do executivo municipal.

Paulo Pinto adiantou que a consignação para as duas empreitadas, da responsabilidade da empresa Infraestruturas de Portugal (IP), foi assinada na segunda-feira e “vão começar esta semana”.

As intervenções têm um prazo de execução de oito meses e um custo de 8 milhões de euros.

“Só foi possível ter agora a consignação porque houve declaração de calamidade. Senão, teria de ir para concurso público e visto do Tribunal de Contas e, se calhar, nem para o ano teríamos obra”, sublinhou.

Já este mês, em reunião pública, vários cidadãos residentes na localidade do Lapão, a zona do concelho mais afetada pelo ‘comboio de tempestades’, vieram pedir explicações à câmara municipal sobre as obras de reparação dos acessos à localidade, por executar sete meses depois de terem ocorrido e a dois meses de se iniciar mais um inverno.

A população

Cândido Jeitoso pediu o ponto de situação das obras de reparação na estrada do Lapão, alertando que um dos acessos alternativos, a estrada entre a Ribeira e a Gataria, tem as “bermas a partir e o alcatrão a cair”.

Com a “ponte danificada” na estrada entre o Lapão e o Casal da Serra e a estrada do Casal Carvalho em obras, ainda mais atrasadas do que o previsto (30 de setembro), Manuel dos Reis “está sem acesso à sua propriedade”.

Natércia Silva questionou para quando as obras na estrada do Lapão, alertando que os acessos alternativos pela Zibreira e pelo Casal Novo “não vão aguentar”.

Depressões Kristin, Leonardo e Marta

Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal entre o final de janeiro e o início de março na sequência da passagem, entre janeiro e fevereiro, das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metade das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.

Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos de milhares de milhões de euros.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

Arruda dos Vinhos

A Câmara Municipal de Arruda dos Vinhos declarou em março um prejuízo de 22 milhões de euros.

A maioria dos estragos naquele concelho ocorreu na rede rodoviária, taludes, edifício do terminal rodoviário e condutas de água.