Olivia Rodrigo solidária com a Palestina: "o que está a acontecer é horrível e inaceitável"

"Mães, pais e crianças em Gaza estão a morrer à fome, desidratados e sem cuidados de saúde e ajuda humanitária", lê-se na publicação da cantora no Instagram.

Olivia Rodrigo, que na quinta-feira atuou no festival Alive em Algés, usou as redes sociais para manifestar solidariedade com a Palestina, sobretudo com a Faixa de Gaza. 

A cantora e compositora norte-americana descreve a situação que se vive em Gaza como "horrível e inaceitável"

"Não há palavras para descrever a tristeza que sinto quando vejo a devastação que está a ser infligida a pessoas inocentes na Palestina", lê-se na nota publicada na área das stories no Instagram. 

"Mães, pais e crianças em Gaza estão a morrer à fome, desidratados e sem cuidados de saúde e ajuda humanitária. Não há nenhuma criança, seja em Israel, na Palestina ou em qualquer parte do mundo que mereça passar por aquilo que aquelas crianças estão a passar. Desistir deles é desistir da nossa humanidade", diz o comunicado da cantora.

Olivia Rodrigo coloca na publicação um link para doações à Unicef para ajudar "as vítimas de uma situação horrível".

O número de mortos em Gaza ultrapassa os 58 mil após últimos bombardeamentos israelitas, de acordo com os últimos dados avançados pelo Ministério da Saúde.

A organização de primeiros socorros Defesa Civil na Faixa de Gaza anunciou que pelo menos 27 palestinianos foram mortos em ataques israelitas em vários pontos do território durante a madrugada e manhã deste domingo.


Várias agências das Nações Unidas afirmaram ontem, em comunicado, que a falta de combustível em Gaza, necessário para o funcionamento de geradores elétricos e transportes, atingiu níveis críticos. Sete agências da ONU referem que o combustível “faz funcionar hospitais, sistemas de água, redes de saneamento, ambulâncias e todos os aspetos das operações sanitárias”.

Em março, Israel fechou o acesso de bens básicos a Gaza. Acabou por permitir a sua retoma em 19 de maio, ainda que apenas de alimentos, tendo combustíveis e medicamentos ficado para segundo plano.

Em junho, o jornal israelita "Haaretz" avançou com a notícia de que os soldados das IDF (Forças de Defesa de Israel) foram ordenados a disparar contra civis palestinianos, que estavam desarmados, nos pontos de ajuda humanitária. 

Na sexta-feira, 11 de julho, o gabinete de Direitos Humanos das Nações Unidas adiantou que pelo menos 798 pessoas morreram em Gaza desde 26 de maio em postos de ajuda humanitária.