ONG denunciam que beluga "espia" da Rússia terá sido morta a tiro

Animal foi encontrado morto durante o fim de semana e levado para uma autópsia oficial.

As organizações não governamentais NOAH e One Whale denunciam que a beluga Hvaldimir, que apareceu morta ao largo da Noruega e que se suspeitava que fosse um animal-espião russo, foi baleada.

O corpo do animal foi encontrado a flutuar a 1 de setembro e a líder da One Whale, Regina Crosby Haug, garantiu à agência France-Presse que o corpo do animal "tinha vários ferimentos de bala" e mostrou-os numa publicação no Instagram.

Já o líder da NOAH, Siri Martinsen, reconheceu em comunicado que os ferimentos "são alarmantes e de uma natureza que não pode excluir um ato criminoso".

As suspeitas das duas ONG de que houve crime nesta morte são de tal forma fortes que apresentaram uma denúncia à polícia da Noruega para que seja iniciada uma investigação.

Hvaldimir era uma beluga - também conhecida como baleia-branca - com 15 a 20 anos de idade que se tornou conhecida há cinco anos, quando foi vista com uma câmara GoPro montada num arnês em que se lia "Propriedade de São Petersburgo".

O equipamento gerou a suspeita de que o animal seria um espião russo e levou até ao "batismo" do animal: de "hval" - norueguês para "baleia" e de Vladimir Putin - o nome do Presidente russo - nasceu Hvaldimir.

A Marine Mind, organização que originalmente encontrou o corpo de Hvaldimir, adiantou nesse mesmo dia que era "demasiado cedo para ditar as causas da morte" e levou-o para um pólo do Instituto Veterinário da Noruega para autópsia.

O relatório oficial deve sair "dentro de três semanas", adianta o mesmo instituto e a polícia já disse a meios de comunicação locais, citados pela BBC, que vai olhar para o caso "para determinar se há motivos razoáveis para lançar uma investigação".