Os partidos e os jovens: quais as propostas a caminho das legislativas de 18 de maio?

Quais as principais propostas para os mais jovens?

Os jovens voltam a não ser o foco dos programas eleitorais dos principais partidos para as legislativas de dezoito de maio.

Contudo, são algumas as propostas apresentadas e centradas sobretudo na educação e no rendimento

Começamos pela AD, com PSD e CDS -PP a apostarem numa melhoria do acesso à habitação pelos jovens, com a perspetiva de um maior apoio na compra da primeira casa.

Nas escolas, a promessa de que os telemóveis serão proibidos no 1º e 2º ciclos do Ensino Básico.

Já o Partido Socialista propõe um ano zero para o IRS Jovem, de forma a que os trabalhadores-estudantes não sejam prejudicados.

No espaço universitário, o compromisso é de uma redução gradual da propina da licenciatura até esta se tornar gratuita nos próximos 10 anos.

O CHEGA tem como prioridade a saúde mental dos jovens e compromete-se a uma promoção da literacia financeira.

A Iniciativa Liberal foca-se nas escolas e compromete-se com um novo estatuto do aluno que seja um equilíbrio entre direitos e deveres.

Os liberais querem ainda dar liberdade às universidades e politécnicos na hora de escolherem os alunos.

No Bloco de Esquerda, as propostas são transversais a jovens e menos jovens, mas destaca-se o teto ao valor das rendas e o salário mínimo em 1000 euros já em 2026.

No programa eleitoral do Livre surge a proposta de eliminação de propinas nas licenciaturas e na parte teórica dos mestrados e tem-se como objetivo aumentar os hábitos de leitura entre os mais jovens.

A CDU quer os jovens com tempo livre e a aproveitarem esse tempo livre, prometendo criar o Programa Nacional de Tempos Livres que irá até aos 12 anos da idade.

Já para quem entra no mercado de trabalho, a aposta é em salários dignos e na redução do período experimental.

Quanto ao PAN quer reduzir o número de estudantes por turma para melhorar as aprendizagens e rever o modelo de acesso ao ensino superior. Mas também promete garantir a remuneração dos estágios profissionais, para acabar com a precariedade laboral dos jovens, consagrar o direito de voto aos 16 anos e facilitar o acesso à compra da primeira habitação própria e permanente.