"Os 'smartphones' não fazem parte da lista de material escolar"

A recomendação de proibir 'smartphones' no espaço escolar é um "avanço", mas não chega. 

A recomendação para proibir 'smartphones' no espaço escolar até ao sexto ano foi anunciada pelo Ministério da Educação esta quarta-feira. É um começo, mas não é o suficiente segundo o “Menos Ecrãs, Mais Vida". 
A redação falou com Mónica Pereira, mãe e professora, que está à frente do movimento “Menos Ecrãs,  Mais Vida”. Defende que a proibição devia ser obrigatória – e não estar ao critério das direções das escolas - e ir até ao final do terceiro ciclo, e não apenas do sexto ano. No entanto, percebem que num primeiro momento o Ministério de Educação monitorize as escolas e perceba o “qual o impacto e avançar com outras orientações mais proibitivas”. 

"Smartphones não são materiais escolar"

Quanto ao uso dos ‘smartphones’ na sala de aula enquanto instrumento de ensino, Mónica Pereira explica que estes “não fazem parte da lista de material”, e que “há crianças de 5º ano a quem é solicitado o smartphone e não têm”. Além disso, explica que ter um smartphone “mesmo que desligado” em cima da secretária compromete “a concentração, aprendizagem e resolução de problemas”.
O movimento que reuniu com o Ministério da Educação na semana passada e pediu, além "da proibição imediata de ‘smartphones’ no espaço escolar", que houvesse uma "suspensão imediata do projeto piloto de manuais digitais". Mónica Pereira afirma que a tecnologia deve estar nas salas de aula porque sabem “que o futuro passa pela aprendizagem”, mas ser para todos.