Papa Leão XIV já está em Espanha para visita de sete dias
É a primeira visita de um Papa ao país em 15 anos.
O Papa chegou hoje a Madrid para uma visita de uma semana a Espanha que o levará também a Barcelona e às ilhas Canárias e que tem a imigração no centro da agenda.
Leão XIV aterrou no aeroporto Adolfo Suárez/Barajas, de Madrid, pouco antes das 10:15 locais (09:15 em Lisboa) e foi recebido, ao descer do avião, pelos Reis de Espanha, Felipe VI e Letizia, e pelo primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, assim como por outras autoridades políticas e da Igreja Católica no país.
O Papa e as autoridades seguiram depois em direção ao Palácio Real de Madrid, onde Leão XIV será recebido numa cerimónia com honras de Estado.
Durante a tarde, visitará um centro da Caritas que trabalha com pessoas em situação de sem-abrigo e, à noite, fará uma vigília com jovens no centro de Madrid em que são esperadas centenas de milhares de pessoas.
Esta é a primeira visita de um Papa a Espanha em 15 anos e esta "viagem apostólica" tem uma carga política inédita, que inclui um discurso no parlamento nacional, na segunda-feira, e dois dias dedicados à imigração e ao fenómeno das 'pateras', em 11 de 12 de junho, durante a deslocação às ilhas Canárias.
A agenda da visita tem, além da dimensão puramente religiosa, uma componente institucional e de Estado, com encontros e eventos oficiais com a Família Real e o Governo, assim como uma dimensão social (focada no acolhimento e integração de imigrantes, de pessoas em situação de sem-abrigo e presos) e outra dimensão cultural, centrada em Barcelona e na obra de Antoni Gaudí, o arquiteto da Sagrada Família, que é desde este ano o templo católico mais alto do mundo.
Nas Canárias, Leão XIV vai concretizar o desejo do antecessor Francisco de ir a estas ilhas, que que lidam diariamente com a chegada de migrantes em embarcações precárias oriundas de África, conhecidas como 'pateras' ou 'cayucos'.
Em 2025, dados oficiais indicaram terem chegado 17.788 pessoas em 'pateras' às Canárias, depois dos recordes de 2023 e 2024, quando foram 39.910 e 46.843, respetivamente. Outras 3.100 morreram no mar no ano passado, de acordo com a organização não-governamental (ONG) Caminando Fronteras, que classifica a "rota das Canárias" a rota de imigração mais mortal do mundo.
