Paul McCartney e Mick Jagger reagem à morte de Ginger Baker

Emblemático ex-baterista dos Cream faleceu ontem com 80 anos de idade.

Algumas das lendas vivas do rock & roll têm-se manifestado com a morte ontem do emblemático baterista inglês Ginger Baker que, vindo do jazz, se distinguiu também no mundo do rock ao serviço dos Cream, o power trio liderado por Eric Clapton que esteve ativo na segunda metade dos anos 60.

Paul McCartney recorda o "grande baterista" que era Baker, bem como o terceiro álbum do ex-Beatle com os Wings, gravado no estúdio do malogrado músico, na Nigéria, em 1973.

 

Mick Jagger vai ainda mais além na máquina do tempo, até aos antecedentes do boom do rock em Inglaterra, ao lembrar o seu trabalho de Ginger Baker com a banda londrina de r&b de Alexis Korner, a Blues Incorporated, no início dos anos 60. "Era um baterista intempestivo, mas extremamente talentoso e inovador".

 

Brian Wilson, o génio criativo dos Beach Boys, recorda que toda a sua banda era fã dos Cream, a banda onde Ginger Baker mais se destacou.

 

O aval a Ginger Baker como grande baterista vem de um respeitável colega de instrumento, o outro membro vivo dos Fab Four, Ringo Starr, que o aclama como "músico incrível, selvagem e inventivo".

 

Também grandes baixistas se manifestaram, como o caso de Flea, dos Red Hot Chili Peppers, que também o considera um "selvagem". "Os ritmos que ouvimos todas as nossas vidas, ele arrancou-os do céu".