PCP discute novas diretrizes em conferência que também elege novo secretário-geral
Os trabalhos arrancam com a última intervenção do secretário-geral cessante do PCP, Jerónimo de Sousa.
Mais de 900 delegados do PCP discutem entre hoje e amanhã o reenquadramento do partido no panorama político do país na quarta conferência nacional em 100 anos, que vai também confirmar a eleição de Paulo Raimundo como secretário-geral.
O pavilhão do Alto do Moinho, em Corroios, no Seixal, vai receber entre 900 e 1.000 delegados comunistas, de acordo com a estimativa do partido, na Conferência Nacional do PCP “Tomar a iniciativa, reforçar o partido, responder às novas exigências”.
Os trabalhos arrancam às 10h30, com a última intervenção do secretário-geral cessante do PCP, Jerónimo de Sousa. Ao longo do dia estão previstas intervenções de vários dirigentes proeminentes do partido, mas fonte do PCP disse que só perto do início da conferência é que o serão revelados os nomes.
Os trabalhos do primeiro dia terminam pelas 19h00, altura em que os 129 membros do Comité Central do PCP se reúnem para debater e votar o nome de Paulo Raimundo (que também faz parte da direção comunista) para secretário-geral do partido.
No dia seguinte os trabalhos começam às 10h00 e terminam pelas 13h00, altura em que Paulo Raimundo vai fazer a primeira intervenção enquanto novo secretário-geral do PCP.
A conferência tem como propósito reafirmar as conclusões do congresso de Loures, em novembro de 2020, reenquadrando-as à realidade de 2022, já que nos últimos dois anos muito se alterou.
