Pedidos de asilo na UE recuam para níveis de 2021

Dados divulgados hoje pela Agência Europeia para o Asilo apontam para recuo de 17% no primeiro semestre do ano.

O número de pedidos de proteção internacional apresentados na UE recuaram, no primeiro semestre, 17% para níveis de 2021, indicam dados hoje divulgados pela Agência Europeia para o Asilo (AEA).

Entre janeiro e junho, os 30 países da UE+ (os 27 Estados-membros, Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça) receberam 332 mil pedidos de asilo, menos 17% do que no primeiro trimestre de 2025 e o número mais baixo registado na primeira metade de um ano desde 2021, referiu a AEA, em comunicado.

Este recuo mantém a tendência contínua desde o final de 2024 e, para a AEA, “reflete não só uma mistura diferente de nacionalidades requerentes, dada a frágil mas contínua transição política na Síria, como também os esforços da UE na cooperação com os países de origem e de trânsito”.

A agência destacou também que “a escalada de hostilidades no Médio Oriente não se traduziu num aumento dos pedidos de asilo na UE+”, de acordo com a mesma nota.

Entre janeiro e junho, os pedidos de nacionais do Afeganistão (39 mil) diminuíram 7% em termos homólogos, após um pico no final de 2025, seguindo-se os pedidos de nacionais da Venezuela (33 mil), que diminuíram quase um terço e com 93% a serem submetidos em Espanha.

Os nacionais do Bangladesh (20 mil) mantiveram-se entre as principais nacionalidades, com os pedidos a aumentarem 13%, na comparação homóloga.

A França foi o país da UE+ que recebeu mais pedidos (69 mil) na primeira metade de 2026, representando um quinto da totalidade dos pedidos, seguida de perto pela Itália (66 mil), Espanha (55 mil) e Alemanha (55 mil).

Juntos, estes quatro países receberam cerca de três quartos de todos os pedidos de asilo.