Pedidos para remover ninhos de andorinhas aumentaram em 2025

O ICNF recebeu 745 pedidos para remover ninhos de andorinhas em 2024 e 2025, tendo autorizado 680, segundo dados divulgados pelo instituto.

Os pedidos ao Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) para remoção de ninhos de andorinhas aumentaram entre 2024 e 2025, assim como as licenças emitidas, e dos 680 dos 745 pedidos submetidos nestes dois anos foram licenciados.

O ICNF recebe regularmente pedidos de remoção de ninhos de andorinhas construídos em infraestruturas humanas.

Pedidos de remoção aumentaram em 2025

No ano passado foram recebidos 397 pedidos, a maioria oriundos das regiões do Alentejo (200), de Lisboa e Vale do Tejo (68) e do Centro (62).

Em 2025, o instituto emitiu 371 licenças, deixando de fora 30 pedidos de remoção (nas regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Algarve), mas aprovando o total de pedidos do Alentejo (200) e do Norte (nove).

Estes números representam um aumento face a 2024, quando o ICNF recebeu 348 pedidos de remoção de ninhos de andorinha e licenciou 309, não dando luz verde a 39 pedidos.

Remoção de ninhos só é permitida em casos excecionais

A destruição de ninhos de espécies de aves que ocorrem naturalmente em estado selvagem no território nacional é proibida em Portugal, desde 1999, quer durante o período reprodutor quer após a partida das aves, mas o ICNF pode levantar a proibição em situações excecionais prevista na lei.

A licença emitida só pode ser dada a pedidos devidamente fundamentados e enquadrados nas exceções legais previstas, designadamente situações relacionadas com saúde pública, segurança ou obras de reabilitação de edifícios.

Espécies como a andorinha-das-chaminés e a andorinha-dos-beirais utilizam edifícios e outras estruturas de origem humana como locais de nidificação, construindo os ninhos em beirais, varandas e fachadas abrigadas.

Na época de nidificação, essa presença provoca a acumulação de dejetos nas áreas situadas sob os ninhos, causando incómodo e a necessidade acrescida de limpeza.

Além disso, as andorinhas são fiéis aos locais de reprodução, regressando regularmente aos mesmos locais em anos sucessivos.

ICNF recomenda medidas para evitar sujidade

Para reduzir os impactos associados à presença dos ninhos, o ICNF recomenda medidas preventivas e de minimização, como a instalação de pequenas plataformas ou prateleiras sob os ninhos, que evitem sujidade direta sobre pavimentos, janelas ou entradas de edifícios.

As andorinhas desempenham um importante papel ecológico, sanitário e agrícola, através do controlo natural de insetos como moscas ou mosquitos, muitos dos quais associados à transmissão de doenças ou a impactos negativos na agricultura.