Pedro Nuno Santos apresenta a demissão e não se recandidata

Secretário-geral do PS vai pedir eleições internas e não será candidato.

Pedro Nuno Santos apresentou ao início desta segunda-feira a demissão da liderança do Partido Socialista. O secretário-geral do PS vai pedir eleições internas e avisa que não será candidato.

A decisão do líder socialista foi comunicada na noite eleitoral, depois da derrota nas eleições legislativas.

A comissão nacional do PS está marcada para o próximo sábado.

O secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, defendeu ainda que não lhe cabe ser “o suporte deste Governo” e que “este papel também não deve caber ao PS”.

“Não me cabe ser o suporte deste governo e penso que este papel também não deve caber ao PS”, disse, depois de anunciar que já tinha ligado a Luis Montenegro a felicitá-lo pela vitória.

Segundo Pedro Nuno Santos, estes são “tempos duros e difíceis para a esquerda e para o PS”.

Pedro Nuno Santos, que discursou já depois da meia-noite no quartel-general do PS para esta noite eleitoral, em Lisboa, reagiu assim à pesada derrota do PS nestas legislativas.

De acordo com os resultados provisórios, o PS ficou em segundo lugar, mas a uma curta distância do Chega e com o mesmo número de deputados do partido de André Ventura, perdendo 20 deputados em relação há um ano, ainda sem os resultados da emigração.

“A extrema-direita cresceu, cresceu muito, tornou-se mais violenta, mais agressiva e mais mentirosa (…) A extrema-direita deve ser combatida sem complacência, com coragem e firmeza e sem medo”, afirmou Pedro Nuno Santos.

Que acrescentou: “Combater a extrema-direita e as suas ideias, esteja a extrema-direita no poder ou a influenciar quem está no poder”.

Antes de começar a sua intervenção, o líder do PS recebeu uma grande salva de palmas dos apoiantes que se juntaram esta noite no hotel, onde os socialistas se juntaram para acompanhar a noite eleitoral.

“Queria agradecer cada voto, cada carinho, cada apoio que nós fomos tendo ao longo destas semanas. São tempos duros e difíceis para a esquerda, são tempos duros e difíceis para o Partido Socialista e por isso valorizo ainda mais cada voto, cada apoio que nós conseguimos ter ao longo destas semanas”, frisou.

Pedro Nuno Santos voltou a insistir que o PS não provocou estas eleições, mas queria vencê-las.

“Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance, fizemos uma boa campanha, mas nós não conseguimos ganhar estas eleições. O povo português falou com clareza e nós, como sempre, ao longo da nossa história, respeitamos, como é evidente, a decisão do povo português”, frisou ainda.