Penguin Random House reforça catálogo em 2026 com nova chancela e quase 400 lançamentos
Entre janeiro e junho de 2026, o grupo Penguin Random House vai colocar nas livrarias portuguesas perto de 400 títulos, apostando numa oferta plural que cruza clássicos universais, literatura contemporânea, não-ficção, banda desenhada e livros infantojuvenis, com autores consagrados e novas vozes da escrita nacional e internacional.
Com quase quatro centenas de novidades distribuídas pelas várias chancelas do grupo Penguin Random House, o catálogo reforça-se como um dos mais diversificados do mercado, reunindo autores incontornáveis da literatura mundial, estreias aguardadas e a chegada de uma nova chancela ao país.
A grande novidade editorial é a entrada de Roberto Bolaño na Cavalo de Ferro, com dois livros inéditos em Portugal. Contos Completos, previsto para abril, reúne o universo literário do escritor chileno, considerado um mestre da forma curta. Já em fevereiro chega O Tango de Satanás, romance inaugural do Nobel da Literatura László Krasznahorkai, numa nova tradução de uma das obras mais aclamadas do autor, imortalizada também pelo cinema de Béla Tarr. Ainda no campo dos clássicos modernos, março traz uma nova tradução de Fahrenheit 451, de Ray Bradbury.
Na Alfaguara, o semestre é marcado por fortes vozes femininas. Leïla Slimani regressa com O diabo está nos detalhes, enquanto Jamaica Kincaid, Alba de Céspedes e Lara Moreno apresentam novas obras. Estreiam-se em Portugal autoras como Maria Grazia Calandrone, Tatiana Tibuleac e Daniela Krien, ao lado de romances premiados de Yiyun Li e Katie Kitamura, distinguidos pela crítica internacional.
A Companhia das Letras reforça a presença de autores lusófonos. Patrícia Reis regressa ao romance com O lugar da incerteza, José Gardeazabal publica Mulher no espaço e Afonso Cruz surpreende com A cozinheira do ditador. O semestre inclui ainda estreias e regressos de nomes como Ana Cláudia Santos, Madalena Sá Fernandes, Alice Brito e Manuel Abrantes, bem como a publicação de três obras fundamentais de Clarice Lispector: A hora da estrela, Laços de família e Felicidade Clandestina.
Na Elsinore, destacam-se escritoras argentinas como Gabriela Cabezón Cámara e Ariana Harwicz, além de As Feras, de Clara Usón, um dos livros do ano em Espanha. Em maio chega também Mudar: método, de Édouard Louis, um retrato íntimo da transformação pessoal do autor francês.
A celebrar cinco anos em Portugal, a Penguin Clássicos continua a missão de tornar acessível a grande literatura universal, com títulos como Tito Andrónico, de Shakespeare, Uma história da literatura portuguesa, de Fernando Pessoa, e Discurso sobre a servidão voluntária, de Étienne de la Boétie. Os Little Black Classics crescem com textos breves de autores como Olympe de Gouges, Montaigne, Raul Brandão e Akutagawa.
2026 assinala ainda a chegada da chancela Penguin a Portugal, reunindo ficção contemporânea e não-ficção relevante. Entre os destaques estão Mentes Dispersas, de Gabor Maté, sobre PHDA, Se a Rússia vencer: um cenário, de Carlo Masala, e Vénus em chamas, de Pedro Vieira. A coleção Objetivamente acrescenta novos ensaios críticos sobre economia, política e sociedade, enquanto a Iguana aposta forte na banda desenhada e a Distrito Manga dá continuidade a séries de culto e novas apostas internacionais.
Na área infantojuvenil, a Booksmile, a Fábula e a Nuvem de Letras apresentam propostas que vão do pensamento crítico às narrativas poéticas e à divulgação científica, com autores como Diogo Faro, Capicua e Samuel F. Pimenta.
