“Pessoas com cabeças e pulsos partidos”. O relato de quem assistiu à violência na acampada de Lisboa
Em comunicado, a PSP afirma que os confrontos no Rossio fizeram cinco feridos. Os manifestantes falam em muitos mais e descrevem a violência da última madrugada.
A madrugada ficou marcada pelos confrontos na Praça D. Pedro IV, entre a polícia e os manifestantes pelo direito à habitação, mas os números apresentados pelas duas partes são distintos.
Em comunicado, a PSP afirma que ficaram feridas em Lisboa cinco pessoas, os manifestantes asseguram que deram entrada com ferimentos no Hospital de S. José mais de 20 pessoas.
Um dos manifestantes que esteve no local acusa os elementos das forças de segurança de violência gratuita. “A polícia começou com empurrões muito fortes, as pessoas resistiram e atuaram com uma brutalidade inacreditável, vi muitas pessoas a serem atiradas ao chão, à minha frente, sem apresentarem perigo nenhum”, relata p. feijó, com nervosismo na voz.
“No sítio onde estava, a equipa de cuidados médicos da própria acampada assistiu pelo menos oito pessoas, muitas delas com bastonadas na cabeça. Pessoas com cabeças partidas, com pulsos partidos. Uma amiga minha levou com três balas de borracha na cabeça, duas na nuca e outra quase lhe furou o olho”, conta.
Em declarações esta madrugada aos jornalistas, o porta-voz da PSP, Sérgio Soares, justificou a intervenção da polícia com o incumprimento da hora pelo fim dos protestos.
