Pessoas trans marcham no dia da visibilidade para reclamar direitos e lembrar que a luta continua

A marcha começa com uma concentração em frente à Assembleia da República, pelas 15h30,. Às 17h00, a manifestação segue rumo ao Rossio, onde haverá discursos, microfone aberto e performances.

A Marcha do Dia da Visibilidade Trans realiza-se no domingo, em Lisboa, reclamando direitos, lembrando a violência de que ainda são vítimas as pessoas trans, mas também como momento de celebração para defender que "a luta continua".

A organização da marcha está a cargo da Transmutar, uma rede de ativistas Trans, não binários e intersexo, e, em declarações à agência Lusa, Caeiro, um dos elementos da estrutura explicou que esta é uma iniciativa que se enquadra no mês da visibilidade trans, que decorre em março.

"Queremos realçar a nossa existência, que também temos direitos, como temos deveres, e também protestar contra a muita violência que ainda existe contra esta comunidade em específico", disse Caeiro.

Sublinhou que há receio que possa haver um retrocesso em matéria de direitos conquistados, tendo em conta o atual cenário político do país, na sequência das eleições legislativas -- que deram a vitória à Aliança Democrática, mas consagrou o partido Chega como terceira força política.