PGR defende, no Parlamento, escutas telefónicas como forma de investigação

Lucília Gago esteve, esta quarta-feira, na Assembleia da República.

A poucas semanas do fim do mandato como Procuradora-Geral da República (PGR), Lucília Gago esteve na Assembleia da República, onde defendeu o uso de escutas telefónicas.

Aos deputados referiu que as escutas são usadas quando necessário e que são raros os casos em que este modo de investigação se arrasta no tempo.

Lucília Gago - Lei das escutas adequa-se

Lucília Gago continuou a ser questionada pelos deputados sobre o tema e lembrou que sem escutas é complicado perceber quem quebra o segredo de justiça.

A PGR avisou os deputados de uma possível mudança à lei em vigor e que regula as escutas poderá colocar em causa investigações que já decorrem na justiça. 

No ano passado, de acordo com os dados conhecidos, estavam 10553 pessoas sob escuta em Portugal.

Lucília Gago - Pessoas sob escuta

A par deste dossier, a ainda PGR defendeu-se das críticas de que as detenções dos suspeitos, aquando do inquérito, se prolongam por vários dias.

Um dos exemplos mais recentes é o da ilha da Madeira, com a investigação a um caso de possível corrupção a ter suspeitos detidos durante 20 dias.

Lucília Gago - Detenções de vários dias são exceção

Nesta audição levada a cabo pelos deputados, a PGR não chegou a concretizar o que afirmou ser uma campanha orquestrada contra o Ministério Público e não falou sobre o caso que envolveu e envolve o ex-primeiro-ministro, António Costa. 

Lucília Gago está a poucas semanas de sair do cargo que ocupou durante seis anos e não será reconduzida. 

O novo nome do novo/a PGR terá de ser proposto pelo Governo e depois promulgado pelo Presidente da República, sendo que Marcelo Rebelo de Sousa e Luís Montenegro já têm uma conversa agendada sobre este tema.