Plano de Estabilização Económica e Social aprovado esta quinta-feira
Têm medidas para reforçar a ação social escolar e aumentar o acesso dos jovens ao emprego e habitação
O Conselho de Ministros aprova o Plano de Estabilização Económica e Social, que enquadrará o orçamento retificativo, e analisa o levantamento das restrições à abertura de centros comerciais e lojas do cidadão na região de Lisboa.
Este plano de estabilização para fazer face às consequências económicas e sociais resultantes da pandemia de covid-19, segundo o primeiro-ministro, vai vigorar até ao final do corrente ano e servirá de base ao Orçamento Suplementar que o Governo entregará na próxima semana na Assembleia da República.
Na quarta-feira, durante o debate quinzenal na Assembleia da República, António Costa afirmou que o plano terá medidas para reforçar a ação social escolar, incluindo o Ensino Superior, e para aumentar o acesso dos jovens ao emprego e habitação.
Ainda segundo o primeiro-ministro, a atual crise teve o efeito paradoxal de ter criado "um quadro favorável para a execução da prioridade à generalização ao arrendamento acessível destinado aos jovens com contratos estáveis".
No Conselho de Ministros será ainda analisado o provável levantamento de restrições à abertura de centros comerciais e de lojas do cidadão na região de Lisboa e Vale do Tejo - uma região que, ao contrário do resto do país, continua a apresentar números elevados no que respeita a novos infestados com covid-19.
No debate quinzenal, na quarta-feira, em resposta ao líder parlamentar do CDS-PP, Telmo Correia, o primeiro-ministro admitiu para "breve" o levantamento dessas restrições na região de Lisboa e Vale do Tejo.
Fonte do executivo disse à agência Lusa que os surtos que têm sido identificados nesta região do país atingem sobretudo uma camada etária de pessoas em idade ativa de trabalho e não idosos ou pessoas de grupos de risco, assim como uma força laboral ligada à construção civil ou ao trabalho temporário.
Por outro lado, em termos geográficos, segundo a mesma fonte, os novos contágios apresentam uma localização algo específica, concentrando-se em freguesias ou, por vezes, em bairros de concelhos como Amadora, Sintra, Loures, Odivelas ou Azambuja.
