Pobreza agrava-se em Portugal e afeta cada vez mais trabalhadores
O risco de pobreza ou exclusão social afeta uma em cada cinco pessoas em Portugal.
A Rede Europeia Anti-Pobreza (REAP) alerta para o agravamento do risco de pobreza ou exclusão social em Portugal, que afeta mais de dois milhões de pessoas no país.
"Em termos efetivos aumentou o número de pessoas em risco de pobreza ou exlusão e esse aumento foi superior a 20 mil", diz a coordenadora nacional da REAP, Maria José Vicente, na véspera do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, que é assinalado esta quinta-feira.
A responsável revela ainda que há cada vez mais trabalhadores em risco de pobreza: "o emprego não é suficiente para retirar alguém da pobreza (...) E em relação a esse dado estamos a falar de 11,3% de pessoas que estão numa situação de pobreza ou de exclusão social".
A crise na habitação veio agravar ainda mais o problema, porque todos os dias chegam à REAP famílias com "dificuldades em pagar a renda e, por isso ,estão a passar por situações em que muitas vezes têm de fazer escolhas,
se pagam a renda ou se pagam a medicação ou se pagam a eletricidade ou a água".
A coordenadora nacional da REAP diz que o combate à pobreza deve ter presente as várias dimensões, "porque o combate à pobreza é uma questão também de educação, uma questão de justiça, de emprego, de economia, de saúde. Por isso, todas estas questões devem ser tidas em conta quando estamos a falar de pessoas em situação de pobreza e de exclusão".
Perante o cenário, a Rede Europeia Anti-Pobreza vai lançar uma campanha de sensibilização, "que tem como objetivo refletir e colocar todas as pessoas a refletir sobre as várias situações de pobreza e de exclusão social.
