PSP e GNR manifestam-se em Lisboa por melhores salários

Protesto marcado para as 17h30 arranca no Largo do Carmo e dirige-se para a residência oficial do primeiro-ministro.

Resumo IA

• A ASPP e a APG realizam hoje em Lisboa uma manifestação por aumentos salariais e melhorias nas condições de trabalho.

• A manifestação começa às 17h30 no Largo do Carmo e termina junto à residência do primeiro-ministro.

• Uma reunião com o ministro da Administração Interna está prevista para novembro.

Resumo feito por IA e revisto pela redação da Rádio Comercial

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) e a Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) realizam esta quinta-feira em Lisboa uma manifestação para exigirem aumentos salariais, revisão das carreiras e melhorias nas condições de trabalho.

A manifestação nacional dos polícias da PSP e militares da GNR, que começa às 17h30 no Largo do Carmo e termina junto à residência do primeiro-ministro, é o culminar de vários protestos que a ASPP e a APG realizaram em diferentes cidades do país desde setembro.

O presidente da ASPP, Paulo Santos, disse à Lusa que a manifestação tem como objetivo pressionar o Governo a responder às principais reivindicações dos elementos da PSP e GNR, como aumentos salariais, revisão das carreiras e dos suplementos, além das melhorias nas condições de trabalho.

Paulo Santos sublinhou que estas exigências estavam previstas no acordo assinado com o Governo em 2024, mas que "ainda não foram concretizadas" passados mais de dois anos.

O presidente do maior sindicato da PSP acrescentou que nas negociações em curso com o Governo "apenas foram apresentadas ideias, experiências e nada de propostas".

Também o presidente da APG, César Nogueira, disse à Lusa que "faz todo o sentido" os elementos das forças de segurança saírem à rua para protestar enquanto decorrem negociações, uma vez que "o Governo ainda não apresentou nada de concreto relativamente ao acordo assinado".

"A situação não pode continuar. Os guardas perdem mais de 200 euros por mês devido à falta de alteração de um estatuto remuneratório desatualizado", afirmou, sustentando que os elementos da GNR e PSP "sentem a necessidade de ir à rua manifestar o seu descontentamento e desmotivação".

Segundo César Nogueira, a manifestação termina junto à residência do primeiro-ministro "porque Luís Montenegro é o responsável pelo Governo" e "o ministro da Administração Interna não tem capacidade política, nem peso político para agilizar o processo".

No âmbito do processo de negociação em curso estão a decorrer reuniões técnicas no Ministério das Finanças entre os sindicatos da PSP e associações da GNR com os secretários de Estado Adjunto e da Administração Interna e Administração Pública, estando prevista uma reunião com o ministro da Administração Interna em novembro.

Questionado se ponderaram alterar a data da manifestações depois das várias intervenções policiais nas manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e Porto, o presidente da ASPP disse que "foi feita uma avaliação", mas "é uma luta que faz todo o sentido e o protesto já estava programado".

Paulo Santos considerou o tema da habitação "muito preocupante", sendo também um problema que afeta os polícias.

"Somos sensíveis e solidários com a luta pela habitação. Mas não misturamos os temas, nós somos um sindicato", afirmou.