Ponte móvel de Leixões encerrada para obras durante três meses

A partir do dia 15 de junho, a circulação rodoviária entre Matosinhos e Leça da Palmeira passa a ser feita pela A28 (IC1 - Viaduto da Via Rápida), em ambos os sentidos.

A ponte móvel de Leixões, que liga Leça da Palmeira a Matosinhos, neste concelho do distrito do Porto, vai fechar durante três meses a partir de dia 15 de junho, segundo informação divulgada aos moradores.

De acordo com cartas enviadas pela Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL), a que a Lusa também teve acesso, "a Ponte Móvel de Leixões será encerrada ao trânsito automóvel e pedonal a partir do próximo dia 15 de junho", um condicionamento com "uma duração estimada de três meses, período durante o qual serão realizados os trabalhos de manutenção e beneficiação programados".

"Durante o período de encerramento, a APDL disponibilizará transporte gratuito em autocarro para peões, bem como utilizadores de bicicletas e de trotinetes, assegurando a continuidade da ligação entre as duas margens", pode ler-se na comunicação.

Segundo a APDL, "o circuito será efetuado pelo interior do Porto de Leixões, em período diurno, e pelo exterior, em horário noturno, garantindo maior rapidez nas ligações", e o serviço funcionará com uma frequência de 15 minutos entre as 07:00 e as 22:00 e de 20 minutos entre as 22:00 e as 07:00.

As paragens previstas do serviço alternativo localizar-se-ão, em Matosinhos, "no acesso nascente à Ponte Móvel, na Antiga Rua Cardeal D. Américo" e em Leça da Palmeira "junto à saída da Ponte Móvel, no Largo Dona Adelina Pinto de Oliveira".

"Relativamente ao tráfego automóvel, deverá ser utilizado o desvio pela A28 (IC1 – Viaduto da Via Rápida), em ambos os sentidos entre Matosinhos e Leça da Palmeira", indica a administração portuária liderada por João Pedro Neves.

A APDL vai ainda disponibilizar atualizações sobre as obras, orientações e informações úteis através da aplicação móvel ('app') da ponte móvel, frisando que a intervenção "representa um investimento significativo da APDL na modernização e preservação de uma infraestrutura estruturante da mobilidade local", visando a "segurança, a fiabilidade e a qualidade de utilização desta ligação fundamental entre Matosinhos e Leça da Palmeira".

Em setembro de 2025, a APDL já tinha dito à Lusa que a paragem por três meses só ocorreria este ano, no âmbito de uma empreitada de modernização da ponte que durará, no total, 14 meses, "período durante o qual a APDL garante manter a operacionalidade da ponte, assegurando a passagem de navios, veículos e peões".

O concurso para a modernização da ponte, por 4,5 milhões de euros, foi lançado em 2024 (primeiro em maio e depois, após ficar deserto, em setembro), e o projeto "conta com financiamento do PACS [Programa para a Ação Climática e Sustentabilidade], no âmbito do Programa Sustentável 2030 [fundos europeus], num investimento global de 5,63 milhões de euros".

"Deste valor, 4,5 milhões destinam-se à empreitada principal, estando ainda incluídas a instalação de novas rótulas e os trabalhos de fiscalização. A taxa de comparticipação comunitária é de 71,19%, sendo a contrapartida nacional assegurada pela APDL com recursos próprios", explica a administração portuária.

A modernização abrange a renovação do sistema de proteção anticorrosiva e pintura de toda a estrutura, bem como a substituição das coberturas pedonais, guarda-corpos e pavimento, juntamente com a repavimentação da faixa de rodagem.

A substituição das rótulas deste equipamento irá exigir a sua imobilização por um período máximo de 90 dias.