Pontos críticos de estacionamento indevido identificados na cidade do Porto
Fiscalização por parte da STCP arrancou esta segunda-feira.
A fiscalização ao estacionamento indevido por parte da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) vai focar-se em "pontos críticos" do Porto como as Ruas D. Manuel II, Constituição ou em frente ao Hotel Ipanema Park, disse esta segunda-feira a presidente da transportadora.
"Nós temos vários pontos críticos perfeitamente identificados: a Rua D. Manuel II, Constituição, em frente ao Hotel Ipanema em Serralves na Rua Diogo Botelho. Temos um conjunto de espaços (...) que são críticos para a nossa operação porque são corredores bus, e obviamente estaremos mais atentos a esses pontos", disse Cristina Pimentel aos jornalistas.
Para assinalar o arranque da operação, Cristina Pimentel frisou que o novo instrumento de fiscalização da STCP não vai estar apenas "concentrado na baixa", mas sim "em toda a cidade".
"A incidência será maior nas zonas onde nós temos, realmente, problemas complexos: corredores bus e algumas paragens que são, para nós, críticas, e onde realmente o estacionamento abusivo dificulta muito a vida aos nossos clientes", referiu.
Em causa estão, por exemplo, a necessidade dos clientes passarem "zonas perigosas e que não têm segurança" ou "a descer e a voltar subir para autocarros".
Segundo Cristina Pimentel, o problema do estacionamento abusivo acontece também com o elétrico, especialmente na "Rua da Restauração e (...) algumas zonas críticas na Rua do Ouro, onde realmente as pessoas pensam que podem estacionar que o elétrico passa, mas os elétricos não são todos iguais".
A responsável acredita que com este reforço na fiscalização "e uma maior atenção aos locais críticos" será possível "melhorar a fiabilidade" da STCP.
Para já, ao serviço da STCP vão estar afetos quatro veículos ligeiros (dois da própria STCP e dois da Polícia Municipal do Porto) e oito fiscais com credenciação.
Os funcionários foram alvo de uma formação para obterem credenciação junto da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), um processo que, conjugado com "todo o sistema de 'backoffice'", foi "um processo moroso e lento".
Os fiscais estarão a circular "todos os dias", com "um turno durante a manhã, outro durante a tarde, adiantou.
