Portagens no IP3? Comunidade Viseu Dão Lafões alerta que "não seria admissível"

O presidente da Comunidade Intermunicipal disse hoje que o ministro das Infraestruturas “deve ter feito confusão” quando falou dessa possibilidade.

O presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões, João Azevedo, alertou hoje que “será impossível haver portagens” no IP3 e que o ministro das Infraestruturas “deve ter feito confusão” quando falou dessa possibilidade.

“O que me parece é que será impossível que haja portagens entre Viseu e Coimbra no traçado que temos hoje, naquilo que foi o compromisso há cerca de uma década da duplicação em quase todo o seu perfil de dois mais dois”, assumiu João Azevedo.

O também presidente da Câmara de Viseu disse aos jornalistas que “é uma obra paga pelo Orçamento do Estado, é um compromisso do Estado português com a região, já para não falar em décadas de atraso que esta infraestrutura tem” e que “prejudicou e de que maneira” os municípios envolvidos.

Questionado sobre as declarações do ministro das Infraestruturas, Pinto Luz, o presidente da CIM disse que “não está informado” e “pode ter havido alguma confusão na declaração” prestada na quarta-feira.

“Seria até uma falta de respeito para com a região. Não me passa pela cabeça que isso possa acontecer”, reforçou João Azevedo.

O autarca reconheceu que o compromisso de não haver portagens “não está escrito, mas foi o que ficou decidido em reunião do conselho da comunidade intermunicipal com o ministro” das Infraestruturas.

“Isto [compromisso assumido] serve para qualquer ministro que seja e que possa assumir funções no Governo da República. Para este e para o futuro. […] Eu acredito nas instituições e acredito nas pessoas”, acrescentou.

Neste sentido, reforçou que o IP3 “não tem portagens, não seria admissível ter portagens, não pode ter”.