Portugal concorre ao Conselho de Segurança da ONU como "construtor de pontes"

A votação arranca às 15h00.

Portugal concorre hoje a um quarto mandato no Conselho de Segurança da ONU, numa votação em que se apresenta como "construtor de pontes" e em que disputa com Alemanha e Áustria uma das duas vagas atribuídas à Europa Ocidental.

Os membros da ONU reúnem-se hoje na 80.ª Assembleia-geral para eleger cinco dos dez membros não-permanentes do Conselho de Segurança, um dos órgãos mais importantes das Nações Unidas, cujo mandato é zelar pela manutenção da paz e da segurança internacional e cujas decisões são vinculativas.

Trinidade e Tobago e Zimbabué concorrem sem oposição às vagas disponíveis para o Grupo da América Latina e das Caraíbas e para o Grupo Africano, respetivamente, enquanto o Quirguistão e as Filipinas concorrem à vaga reservada para o Grupo da Ásia-Pacífico.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, que acompanhará a votação na sede das Nações Unidas em Nova Iorque, mostrou-se confiante quanto às hipóteses de um regresso de Portugal ao Conselho de Segurança da ONU, e considerou que o maior ativo português na corrida é a capacidade de se posicionar como "construtor de pontes".