Portugal lidera valorização das competências humanas face à IA
Portugueses são os que mais valorizam o desenvolvimento de competências humanas face à inteligência artificial, segundo um estudo internacional.
Os trabalhadores portugueses acreditam que é importante desenvolver competências humanas distintivas face à inteligência artificial (IA), de acordo com um estudo, que descobriu que são os mais convictos (32%), face à média dos países e regiões analisados.
Portugal lidera na valorização das competências humanas
Num comunicado, a Cegoc apresentou os resultados nacionais da edição de 2026 do estudo internacional 'Transformations, Skills and Learning', do grupo Cegos, no qual concluiu que “os colaboradores em Portugal são os mais convictos de que o principal valor diferenciador da formação até 2035 residirá no desenvolvimento das competências humanas”, com 32% em Portugal face aos 23% na média dos 11 países/regiões.
Segundo o estudo, 31% dos colaboradores inquiridos receiam que o seu emprego desapareça (26% em Portugal) e 74% esperam mudanças na natureza do seu trabalho (73% em Portugal).
Já no caso dos profissionais de recursos humanos (DRH), 75% em Portugal “preveem uma transformação profunda das funções profissionais (o valor mais alto, 35 pontos percentuais acima da média global)”.
IA e automatização preocupam profissionais de recursos humanos
Por outro lado, 68% dos DRH inquiridos (60% em Portugal) “classificam a IA e a automatização como as principais transformações que irão afetar as competências nas suas organizações nos próximos dois anos”.
Segundo os DRH, 23% dos empregos atuais “correm o risco de ter as suas competências completamente desatualizadas nos próximos três anos” e 65% destes profissionais dão “prioridade à requalificação em detrimento do recrutamento (70% em Portugal)”.
Antecipando o que irá acontecer até 2035 “os colaboradores e os DRH, na globalidade, antecipam um mundo do trabalho que será, acima de tudo, mais centrado na tecnologia”, assim como “mais móvel e mais ágil”.
Ainda assim e ao contrário da média global, “os DRH em Portugal dão maior prevalência ao caráter mais móvel/ágil do que à tecnologia”, sendo que os colaboradores estão “confiantes na sua capacidade de se adaptarem a este ambiente (pontuação média de 7/10, quer no global quer em Portugal)”.
Em termos de competências, 91% dos DRH afirmam que o seu desenvolvimento “é estratégico para a sua organização (95% em Portugal)”, sendo que “78% dos colaboradores partilham esta convicção (68% em Portugal, o valor mais baixo)”.
Além disso, “um em cada quatro colaboradores já sente que as suas competências estão a tornar-se desatualizadas ou espera que isso aconteça”.
Formação em inteligência artificial ainda é limitada
Segundo o estudo, “79% dos colaboradores utilizam a IA Generativa para fins pessoais”, mas apenas 64% a utilizam para fins profissionais, sendo estes valores, em Portugal, 86% e 65%, respetivamente.
Apenas “23% dos colaboradores em Portugal tiveram formação em IA Generativa nos últimos 12 meses, o valor mais baixo do estudo (na globalidade é de 50%)”.
Este inquérito online foi realizado junto de 5.524 colaboradores (incluindo 508 em Portugal) e 498 DRH (incluindo 45 em Portugal), em empresas privadas ou organizações públicas com mais de 50 colaboradores, em dezembro de 2025 e janeiro de 2026, em 11 países.
