Portugal perde mas segue para os 'quartos' do Euro sub-17

A seleção portuguesa vai defrontar a Polónia nos quartos de final.

A seleção portuguesa de sub-17 perdeu hoje com a França por 2-1, na terceira jornada do Grupo D do Euro2024 de futebol, mas garantiu o apuramento em primeiro lugar graças à exibição do guarda-redes Diogo Ferreira.

O guardião do Benfica foi absolutamente decisivo durante o jogo, especialmente nos últimos minutos, com dois erros comprometedores de médios portugueses a perderem a bola em ‘zonas proibidas’, que só não deram um triunfo mais dilatado à França, o qual alteraria as contas do apuramento, porque Diogo Ferreira fez duas defesas absolutamente notáveis.

No primeiro lance, o médio Eduardo Felicíssimo perdeu a bola de forma infantil e permitiu que Quentin Ndjantou se isolasse na cara de Diogo Ferreira, que fez a ‘mancha’ de forma espetacular, a evitar o 3-1.

No segundo, foi Afonso Meireles a perder a bola em 'zona proibida', obrigando o guarda-redes português a fazer uma defesa extraordinária, ao ‘voar’ para o canto direito da sua baliza a desviar a bola pela linha de fundo com a ponta dos dedos.

Como se não bastasse, o avançado Gabriel Silva ‘ofereceu’ o segundo golo à França, aos 82 minutos, ao tocar a bola para a sua área, fazendo uma assistência perfeita para Enzo Molebe marcar, a culminar uma sucessão de erros que podiam ter sido fatais.

A exibição da seleção portuguesa esteve muitos furos abaixo do que fez nos dois primeiros jogos e isso poderia ter-lhe custado o apuramento para os quartos de final, tendo em conta as oportunidades que a França criou, algumas desperdiçadas, outras paradas por Diogo Ferreira.

De resto, a abordagem da seleção lusa ao encontro foi errada, uma vez que tentou fazer um jogo de contenção e de gestão da bola, em vez de procurar ganhar a partida, o que permitiu à França, a precisar de vencer, ganhar embalagem para ‘assaltar’ a baliza portuguesa.

Quando os franceses chegaram ao golo, aos 36 minutos, já tinham enjeitado algumas boas oportunidades para inaugurar o marcador, por falta de eficácia, e o que valeu à seleção portuguesa foi ter empatado dois minutos depois, num lance em que o génio de Rodrigo voltou a fazer a diferença, pela qualidade do último passe, sem tirar mérito ao autor do golo, Afonso Patrão, que rodou sobre o central francês e rematou colocado para o fundo da baliza.

O intervalo chegou já com a sensação clara de que o empate era lisonjeiro para a seleção portuguesa, que manteve a mesma estratégia arriscada de contenção e de gestão da bola perante uma França que foi metendo jogadores de características ofensivas à medida que o jogo se aproximava do final.

De referir que houve dois jogadores que foram preponderantes nos dois primeiros jogos, os alas Cardoso Varela e Geovany Quenda, que passaram ao lado do jogo, muito se ressentindo disso a equipa, à qual faltou sempre profundidade ofensiva para 'esticar' o jogo.

A seleção portuguesa, que terminou o grupo em primeiro lugar, com seis pontos, seguida da Inglaterra e da França, que foi eliminada, também com seis pontos, e da Espanha, com zero, defronta a Polónia nos quartos de final.