Portugal tinha 6.120 crianças e jovens em acolhimento em 2025
A tendência é de diminuição no acolhimento em instituições e aumento de acolhimento familiar.
O número de crianças e jovens institucionalizados diminuiu cerca de 4% entre 2024 e 2025, registando-se 6.120 crianças e jovens no sistema de acolhimento, com uma tendência de diminuição no acolhimento em instituições e aumento de acolhimento familiar.
Segundo o CASA 2025 - Relatório de Caracterização Anual da Situação de Acolhimento das Crianças e Jovens, em 30 de novembro de 2025 havia 6.120 crianças e jovens no sistema de acolhimento, “5.661 dos quais em acolhimento residencial e 459 em acolhimento familiar (7,5% do total de acolhimentos)”.
Em 2024, em 30 de novembro havia 6.349 crianças e jovens acolhidos, o que significa que no espaço de um ano esse número diminuiu em cerca de 4%. Do número total de crianças e jovens com medida de colocação em 2024, “5.988 estavam acolhidos em acolhimento residencial e 361 em famílias de acolhimento (5,6% do total)".
Segundo a análise do ISS, a redução no número total de crianças institucionalizadas é explicada sobretudo com a diminuição do número de casos no acolhimento residencial, registando-se, paralelamente, um aumento no número de acolhimentos familiares.
“A negligência continua a ser a principal situação de perigo que motiva o acolhimento, sendo identificada em 66,9% dos casos. Seguem-se situações de abandono ou entrega a si próprio (6,2%), outras situações de perigo (5,4%), maus-tratos psicológicos (4,9%) e maus-tratos físicos (4%)”, lê-se no relatório.
Relativamente à caracterização das crianças e jovens acolhidos, o ISS refere que continua semelhante à dos anos anteriores, “com uma distribuição equilibrada entre rapazes e raparigas e predominância de adolescentes entre os 12 e os 17 anos”.
O relatório acrescenta que “16,3% dos acolhidos tinham nacionalidade estrangeira e que existiam 225 Crianças e Jovens Estrangeiros Não Acompanhados, menos 22% do que em 2024”.
Relativamente às crianças e jovens que em 2025 saíram do sistema de acolhimento, o relatório adianta que foram 1.801, dos quais 67,4% regressaram ao contexto familiar enquanto 7,7% seguiram para pré-adoção e 7,1% passaram a viver de forma autónoma.
Segundo o ISS, “o tempo médio de permanência em acolhimento mantém-se em cerca de três anos”.
“O Relatório Casa 2025 destaca ainda que a grande maioria das medidas de promoção e proteção continua a ser aplicada em meio natural de vida”, lê-se no documento, que refere que em 2025 “um total de 45.903 crianças e jovens tiveram aplicada uma medida de promoção e proteção em meio natural de vida, o que representa 88% do total de medidas aplicadas”.
