Portugal vai ter de "estar a um grande nível" frente à poderosa Dinamarca

O capitão Rui Silva reconhece que a tarefa é difícil, mas acredita na qualificação de Portugal para a "main round" do Europeu de andebol.

Portugal luta esta terça-feira por um lugar na "main round" (ronda principal) do Europeu de andebol, mas a tarefa não será fácil porque pela frente tem a poderosa Dinamarca, tetracampeã mundial, que já garantiu o apuramento para a próxima fase.

"Vai ser muito difícil, porque sabemos que a Dinamarca, além de todas as individualidades que tem, é uma equipa que tem um ritmo de jogo muito alto e temos que ser nós a tentar acompanhá-los e, ao mesmo tempo, tentar acalmar um pouco o jogo para não os deixar estar confortáveis no jogo. E depois acaba por ser o jogo por si. Temos que estar a um grande nível e só a um grande nível é que conseguiremos equilibrar o jogo e, quem sabe, poder ganhar ", diz o capitão Rui Silva em entrevista à nossa redação.

Uma coisa é certa, vão ser "60 minutos muito intensos" entre "duas seleções com muita qualidadade", em que "vai haver fases do jogo em que vamos ter que tentar controlar, outras fases que vamos ter que tentar ser mais agressivos."

Portugal chega à derradeira jornada da fase preliminar do Europeu no segundo lugar do Grupo B e só os dois primeiros passam à ronda principal, sendo que a Dinamarca já ocupou uma vaga. A seleção portuguesa, que defronta os dinamarqueses a partir das 19h30, soma três pontos, mais dois do que a Macedónia do Norte, que joga antes (17h) com a Roménia. Uma vitória ou empate garante o apuramento automático de Portugal. Em caso de derrota da equipa portuguesa e de uma vitória dos macedónios, entra em jogo a diferença de golos como critério de desempate, em que os "heróis do mar" estão em vantagem com um saldo positivo (+6) ao passo que o país dos balcãs tem -12.

"É a realidade que temos e só temos  que viver com ela", diz o capitão.

Rui Silva reagiu ainda às palavras do selecionador dinamarquês que deseja ver Portugal, "umas das melhores equipas do mundo", ao lado dos nórdicos na ronda principal: "consegue ver que há muita qualidade em Portugal. Mas isso são apenas palavras e nós temos que o provar em campo, porque é aí que se fazem as contas."

Quanto ao apoio dos portugueses, tem vindo a crescer de ano para ano, "uma força extra" que o capitão espera ver hoje no pavilhão em Herning, na Dinamarca, apesar da grande maioria dos adeptos ser da seleção da casa: "vão estar, penso eu, quinze mil pessoas no pavilhão e acredito que, mesmo com o barulho todo que eles possam fazer, os poucos portugueses que estarão lá, dar-nos-ão muita força."