Português que fugiu do Líbano não volta ao país “ mesmo que a guerra acabasse hoje”
João Sousa saíu do Líbano há um mês com a mulher e a filha.
Um dos portugueses que deixou o Líbano há um mês, num voo de repatriamento do Governo português, diz que nesta altura é impossível regressar ao país. O fotojornalista não sabe o estado em que se encontra a casa onde vivia com a mulher e a filha, “a nossa casa está numa zona problemática, que tem sido violentamente bombardeada por Israel quase todas as noites”, conta. O português diz que nesta altura não há sinais de abrandamento da escalada de violência.
João Sousa diz que os portugueses que chegaram no passado dia 28 de setembro a Portugal aguardam uma reunião com a Segurança Social depois de lhes ter sido prometida ajuda financeira, "se tinham os chinelos calçados foi com os chinelos que vieram para Portugal, só puderam agarrar em 10 dólares".
Segundo o relato do fotojornalista, que está a viver na casa de amigos com a mulher e a filha bebé, a situação é mais complicada para as famílias que foram hospedadas temporariamente num hotel em Oeiras, "há humidade nas paredes, e isso tem afetado a respiração das crianças, algumas crianças e adultos já estão doentes e não têm dinheiro para comprar medicamentos", conta João Sousa.
