Portugueses sentem-se mais seguros

Clima de segurança melhorou em cinco anos, segundo relatório da APAV.

O medo dos portugueses serem vítimas de crimes baixou bastante nos últimos cinco anos, conclui-se a partir de um inquérito da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV). O sentimento de segurança vai muito além do que, efectivamente, ela melhorou. O barómetro da APAV mostra que, no ano passado, 22% dos portugueses tinham medo de ser assaltados ou agredidos. Cinco anos antes, o mesmo receio atingia o dobro dos portugueses. O certo é que o mais recente Relatório Anual de Segurança Interna registou 330 mil crimes em 2016, apenas menos 16% do que no ano 2012.

Carmen Rasquete, secretária-geral da APAV, explica porque hoje há uma sentimento geral de que o país é mais seguro. 

 

 

O número de pessoas que acham a zona onde vivem é perigosa também caiu para metade. Os dados da APAV ainda mostram que baixou de 52% para 34% o número de inquiridos que temem que a sua casa seja assaltada. Dez por cento receiam ser alvo de insultos, ameaças ou agressões no interior da sua casa. 

Entre os inquiridos com carro, 44% dizem temer que este possa ser alvo de furto ou dano (64% em 2012). O "Barómetro APAV Intercampus 2017" destaca ainda o facto de mais de 75% da amostra não recear ser assaltada ou agredida (58% em 2012). "O receio de ser assaltado ou agredido é mais acentuado" nas pessoas com 65 ou mais anos e nas regiões do Alentejo e Algarve.