Preço do Cabaz Alimentar volta, ainda que pouco, a descer

Ainda assim, o preço do cabaz de alimentos essenciais monitorizado pela DECO PROteste, continua acima dos valores observados nos últimos anos.

O preço do cabaz de alimentos essenciais monitorizado pela DECO PROteste registou uma ligeira descida na última semana, mas continua significativamente acima dos valores observados nos últimos anos. 

A 28 de outubro de 2026, o conjunto de 63 produtos custava 253,55 euros, menos 44 cêntimos do que na semana anterior.

2026

Apesar desta descida, a verdade é que desde o início de 2026, o mesmo cabaz ficou 11,72 euros mais caro, enquanto, face ao período homólogo de 2025, o aumento é de 9,87 euros. A comparação com o início de 2022 evidencia uma diferença ainda mais expressiva: há quatro anos, era possível comprar os mesmos produtos por menos 65,85 euros, o equivalente a uma subida de 35,08%.

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LUSA

Cereais de fibra, couve-flor e arroz agulha no "Top 3" dos aumentos semanais

Entre 21 e 28 de outubro, os cereais de fibra foram o produto com a maior subida percentual de preço, com um aumento de 10%. O preço passou a ser de 4,75 euros.

A couve-flor registou a segunda maior subida, de 8%, fixando-se nos 2,52 euros. Já o arroz agulha subiu 7%, passando a custar 1,55 euros.

Estes foram os três produtos do cabaz de 63 bens alimentares essenciais que registaram os aumentos percentuais mais elevados durante a semana analisada pela DECO PROteste. 

A descida do cabaz para 253,55 euros não significa, por isso, que todos os alimentos tenham ficado mais baratos.

Bacalhau, tomate e couve-coração com as maiores subidas 

Em comparação com o mesmo período de 2025 o bacalhau graúdo apresenta a maior subida percentual entre os produtos destacados pela DECO PROteste: custa atualmente 21,82 euros por quilograma, mais 36% do que há um ano.

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Bacalhau Pixabay

O tomate chucha também registou um aumento expressivo. O preço atual é de 2,90 euros por quilograma, mais 33% do que no período homólogo.

A couve-coração completa o conjunto dos três produtos com maiores subidas anuais entre os exemplos apresentados. O preço aumentou 24%, situando-se agora nos 1,78 euros por quilograma.

Desde 2022 a carne de novilho para cozer, bacalhau e ovos são os produtos que mais aumentaram

A análise histórica da DECO PROteste, iniciada a 5 de janeiro de 2022, permite identificar os produtos que mais aumentaram de preço desde o começo da monitorização.

A carne de novilho para cozer apresenta a maior subida percentual entre os alimentos destacados: o preço aumentou 114%, atingindo atualmente 12,47 euros por quilograma.

O bacalhau graúdo aparece em segundo lugar, com uma subida de 106%. O quilograma custa agora 21,82 euros.

Os ovos completam esta lista, com um aumento de 82%, passando a custar 2,08 euros.

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Ovos Pixabay

Mesmo Cabaz - Valores diferentes

A evolução destes produtos ajuda a contextualizar a diferença entre o valor atual do cabaz e o preço que o mesmo conjunto de alimentos tinha no início de 2022. Nessa altura, os consumidores conseguiam comprar os 63 produtos por menos 65,85 euros.