Presidente da Câmara de Espinho, funcionário e 3 empresários suspeitos de corrupção
Em causa ainda crimes de prevaricação, abuso de poderes e tráfico de influências.
O presidente da Câmara de Espinho, um funcionário desta e três empresários foram hoje detidos por suspeitas de corrupção ativa e passiva, prevaricação, abuso de poderes e tráfico de influências, disseram à Lusa fontes ligadas à investigação.
Em comunicado, a Polícia Judiciária (PJ) explicou hoje que estas cinco pessoas foram detidas na sequência de cerca de duas dezenas de buscas, domiciliárias e não domiciliárias, que visaram os serviços de uma autarquia local, residências de funcionários desta e diversas empresas sediadas nos concelhos de Espinho (Aveiro) e Porto.
Esta operação, denominada de Vórtex, contou com a presença de magistrados do Departamento de Investigação e de Ação Penal (DIAP) Regional Porto, investigadores e peritos financeiros da Diretoria do Norte, bem como peritos informáticos de várias estruturas da PJ.
"A investigação versa sobre projetos imobiliários e respetivo licenciamento, respeitantes a edifícios multifamiliares e unidades hoteleiras, envolvendo interesses urbanísticos de dezenas de milhões de euros, tramitados em benefício de determinados operadores económicos", explicou a PJ.
A operação foi desencadeada durante a manhã de hoje e, pelas 12h30, ainda decorria.
Miguel Reis foi eleito presidente da Câmara de Espinho, distrito de Aveiro, pelo PS nas autárquicas de 2021.
Os detidos vão agora ser presentes ao Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto para primeiro interrogatório judicial.
