Presidente da República pede casas "para todas as bolsas"

António José Seguro exige uma resposta aos jovens que considera serem uma "geração bloqueada". O Chefe de Estado falou, pela primeira vez, da habitação desde o início dos protestos.

Resumo IA

• O Presidente da República afirmou que os jovens portugueses são "uma geração bloqueada" devido ao acesso à habitação.

• António José Seguro destacou a necessidade de dinamizar o arrendamento e proteger os vulneráveis face à subida dos preços.

• O Presidente vai reunir-se com especialistas na área da habitação na quarta-feira para discutir soluções.

Resumo feito por IA e revisto pela redação da Rádio Comercial

O Presidente da República considerou esta terça-feira que os jovens portugueses são "uma geração bloqueada" e que é urgente resolver os problemas de acesso a habitação assegurando a compra de casas ou o arrendamento para "todas as bolsas".

"Desde que tomei posse que tenho chamado a atenção para a necessidade de dar respostas a uma geração bloqueada, aos jovens, e de pessoas que têm dificuldades em ter acesso à habitação. Esta é uma urgência. Mas a urgência não é do discurso, é de soluções concretas", afirmou.

António José Seguro, que falava aos jornalistas no fim de uma visita à Agência Europeia da Segurança Marítima (EMSA), em Lisboa, anunciou que na quarta-feira vai reunir-se com especialistas na área da habitação, fez um "apelo ao diálogo das partes" para se encontrar soluções e apontou "três prioridades".

"Nós na habitação temos três prioridades, do meu ponto de vista. Uma é dinamizar o mercado de arrendamento. Pode ser feito já, porque há uma série de casas, centenas, duas centenas de milhares de casas, pelo menos, que estão em condições de ser colocadas no mercado de arrendamento", apontou.

Segundo o chefe de Estado, é preciso também "proteger os mais vulneráveis, designadamente, as pessoas estão numa situação de vulnerabilidade" tendo em conta "a subida dos preços, designadamente dos alimentos, e a carestia de vida", e "depois há uma política de longo prazo que é a construção de casas".

"Precisamos que as pessoas, todas as bolsas, designadamente pessoas com salário mínimo, possam ter condições ou de comprar uma casa, ou de arrendar uma casa", defendeu.

"Pergunto: custa alguma coisa aos atores políticos, ao Parlamento e ao Governo, sentarem-se e encontrar as soluções perante esta urgência?", questionou.