Presidente da República pede redução do risco sísmico

António José Seguro reuniu-se com especialistas para discutirem o risco sísmico do país.

O Presidente da República defende que a redução do risco sísmico deve ser "entendida como uma prioridade nacional e um compromisso de Estado, acima dos ciclos políticos", com políticas públicas "coordenadas, continuadas e avaliáveis no terreno".

Esta posição de António José Seguro consta de uma nota publicada na ultima noite no sítio oficial da Presidência da República na Internet, na qual se dá conta de que o chefe de Estado recebeu no Palácio de Belém "especialistas em engenharia civil, geologia e sismologia".

De acordo com a nota, nesse encontro "foi analisado o estado da preparação nacional face ao risco sísmico e as condições para a sua redução".

"Portugal dispõe hoje de conhecimento científico, capacidade técnica e experiência profissional suficientes para reduzir significativamente o risco sísmico do país, importando dar a esse conhecimento continuidade em políticas públicas coordenadas, continuadas e avaliáveis no terreno", refere-se.

Para o Presidente da República, "a redução do risco sísmico deve ser entendida como uma prioridade nacional e um compromisso de Estado, acima dos ciclos políticos", acrescenta-se na mesma nota.

António José Seguro, que assumiu a chefia do Estado em 9 de março, tem insistido na necessidade de melhor organização e planeamento a médio e longo prazo, contra a cultura do improviso perante catástrofes.

Em 17 de abril, reuniu pela primeira vez o Conselho de Estado, sobre segurança e defesa, e dessa reunião saiu como conclusão "a importância de reforçar a preparação nacional face a fenómenos atmosféricos severos, a ameaças híbridas e a riscos emergentes, bem como de assegurar a proteção eficaz de infraestruturas críticas e o regular funcionamento dos serviços essenciais".

Segundo o comunicado divulgado na altura, "foi igualmente destacada a necessidade de continuar a promover a articulação entre as diferentes entidades com responsabilidades nestas áreas, reforçando a capacidade de prevenção, resposta e recuperação em situações de crise".