Presidente da República recebe hoje os partidos sobre coesão social
O Presidente da República recebe esta quinta-feira os dez partidos com assento parlamentar sobre coesão social, tema no qual incluiu a habitação.
O Presidente da República recebe esta quinta feira os dez partidos com assento parlamentar sobre coesão social, tema no qual incluiu a habitação, e sobre o qual também convocou uma reunião do Conselho de Estado.
António José Seguro receberá os partidos no Palácio de Belém em audiências marcadas para entre 08:30 e as 13:30, pela seguinte ordem: JPP, PAN, CDS-PP, BE, PCP, Livre, IL, PS, Chega e PSD.
Estas audiências foram convocadas na quarta-feira da semana passada, dois dias depois de o chefe de Estado ter apelado a um entendimento entre Governo PSD/CDS-PP e partidos da oposição para que se adotem medidas urgentes e outras duradouras na área da habitação.
Na sequência da intervenção policial sobre manifestantes pelo direito à habitação na madrugada de domingo, António José Seguro falou aos jornalistas na terça-feira, afirmando que não gostou do que viu e reiterou o apelo à procura de soluções com urgência para a habitação, através do diálogo, sem recurso à violência.
Nessa declaração, o Presidente da República declarou que tem estado ativo e vigilante e salientou o convite aos partidos para audiências sobre coesão social e a convocação de uma reunião do Conselho de Estado para 02 de novembro sobre o mesmo tema, no qual incluiu a habitação.
"A coesão social não é um slogan. A coesão social é a garantia de que nós somos capazes de olhar uns para os outros e de tratarmos todos em conjunto. Para isso, é preciso que as pessoas acedam a tempo e horas à saúde, é preciso que as pessoas tenham acesso à habitação, é preciso que as pessoas tenham salários condignos", enquadrou.
"Isto são as nossas urgências", considerou.
O Presidente da República tem alterado para as desigualdades socioeconómicas e para as dificuldades provocadas em Portugal pelo aumento dos preços.
No que respeita à habitação, António José Seguro tem salientado, em particular, a situação dos jovens portugueses, que descreveu como "uma geração bloqueada", e defendeu que é urgente assegurar o arrendamento ou a compra de casas para "todas as bolsas".
