Presidente da República recorda Eurico de Figueiredo como "grande lutador pela liberdade"

Histórico militante e dirigente do Partido Socialista tinha 86 anos.

O Presidente da República lamentou este sábado a morte de Eurico de Figueiredo, que recordou como um “grande lutador pela liberdade e pela democracia”, através de nota publicada no site da Presidência da República.

“O Presidente da República recebeu, com muita consternação, a notícia do falecimento de um grande lutador pela Liberdade e pela Democracia, de uma verticalidade e de uma independência sem limite, Eurico de Figueiredo”, refere a nota.

Marcelo Rebelo de Sousa apresentou condolências à sua família, amigos e ao Partido Socialista, demonstrando “profundo pesar por uma perda de alcance nacional”.

O PS divulgou hoje a morte do antigo deputado e ex-dirigente do Partido Socialista Eurico Figueiredo, numa nota enviada às redações em que lamenta o falecimento do histórico militante.

“O Partido Socialista manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento de Eurico Figueiredo, militante do PS desde 1974, onde desempenhou vários cargos dirigentes e foi deputado à Assembleia da República”, refere o partido.

Os socialistas recordam a sua luta antifascista e consideraram-no “uma referência política incontornável para todos os socialistas”.

Segundo o partido, “Eurico Figueiredo foi uma grande figura da democracia portuguesa e a sua vida constituiu um exemplo de tenacidade, de combatividade e de convicções, mas também de uma imensa generosidade”.

“A melhor homenagem que lhe prestaremos será mesmo a continuação do combate por um país mais justo, mais coeso e solidário. Eurico Figueiredo é e será uma referência política incontornável para todos os socialistas”, elogia, apresentando sentidas condolências à família.

O PS refere sublinha que o histórico socialista foi um “destacado resistente antifascista, desde logo quando, com apenas 18 anos, foi um ativo participante na campanha presidencial de Humberto Delgado”.

“Viria a ter um papel notável nos movimentos estudantis, quer em Lisboa, quer em Coimbra, que combateram o regime, em particular nas greves académicas de 1962”, recorda.

"Eurico Figueiredo, psiquiatra reconhecido, foi também um grande defensor da região Trás-os-Montes e da identidade duriense, de onde era natural (Vila Real, 1939). Foi ainda um precursor político em matérias como a defesa do ambiente, lutando pela sua inclusão na agenda política", pode ler-se ainda.