Presidente do Infarmed espera ter resultados até ao início de março da auditoria aos antidiabéticos
Rui Santos Ivo fala num processo de avaliação exigente.
O presidente do Infarmed espera ter até ao início de março resultados da auditoria à disponibilidade dos medicamentos para a diabetes. A investigação a todo o circuito começou em janeiro face à escassez de fármacos como o Ozempic, mas Rui Santos Ivo fala num processo de avaliação que é muito exigente porque "vai de ponta a ponta".
O responsável explica que a oferta não tem acompanhado a procura pelo medicamento, uma situação que afeta vários países. Por isso, Rui Santos Ivo diz que têm sido feitos esforços a nível europeu para aumentar a produção, além do Infarmed procurar garantir que a prescrição/comparticipação é feita exclusivamente aos diabéticos.
Numa conversa com os jornalistas, o presidente do Infarmed falou ainda sobre o Relatório da Gestão da Disponibilidade de Medicamentos 2024, sublinhando um impacto muito baixo para os utentes da rutura de medicamentos.
"Do todos os medicamentos houve 3% de situações em que tivemos de intervir, e destas apenas uma pequena percentagem foi designada de situações de impacto elevado, mas que nós conseguimos resolver", disse.
Os antidiabéticos e o tamoxifeno, para o cancro da mama, estão entre os medicamentos com maior escassez registada em 2024.
