Prestação da casa aumenta para os contratos revistos em agosto. Saiba quanto
Os aumentos podem variar entre os 20 e os 60 euros.
Se tem crédito à habitação, prepare-se para novos aumentos em agosto. Os contratos revistos no próximo mês vão ter subidas entre os 20 e os 60 euros.
"Considerando o exemplo do empréstimo de 150 mil euros a trinta anos com spread de um por cento, no caso de quem tenha a Euribor a três meses irá ter um agravamento a rondar os 20 euros por mês, no caso da Euribor a seis meses, a mais utilizada nos contratos de crédito à habitação em Portugal, estamos a falar de um aumento um pouco acima dos 40 euros, e no caso da Euribor a doze meses estamos a falar de um aumento também ligeiramente acima dos 60 euros por mês", estima Nuno Rico, economista da Deco Proteste.
A escalada do conflito no Médio Oriente agravou as taxas Euribor na segunda metade deste mês de julho. Por isso, as famílias devem contar com aumentos na prestação de casa até perto do final do ano.
"A expectativa é que haja aumentos e que pelo menos as famílias, não só até o final do verão, mas eu diria talvez pelo menos até outubro, novembro, possam ainda continuar a sentir agravamentos, mesmo que entretanto, entremos numa situação de nova estabilidade", adianta o economista.
Perante o cenário menos animador, Nuno Rico aconselha as famílias, que têm os contratos revistos nos próximos meses, "a acautelar uma possível subida da sua prestação, tentando ou fazendo uma amortização ou renegociando as condições do contrato, optando por exemplo por uma taxa mista de curto prazo, que ainda há boas propostas".
BCE pode subir taxas de juro em setembro
A pressão que o conflito do Médio Oriente traz ao nível da inflação e do custo de vida, através do aumento dos custos de energia, pode levar o Banco Central Europeu "a sinalizar uma possível nova subida agora na próxima reunião em setembro e desta forma consolidar este movimento de subida para os próximos meses", sublinha Nuno Rico.
Ainda assim, a situaação internacional "está totalmente instável" e os efeitos na economia e no custo de vida ainda podem ser piores.
"Ainda não estamos a sentir na economia todo o impacto da subida que já aconteceu para trás e que agora ainda está novamente a sentir-se. Por isso, é expectável que a inflação e o aumento generalizado do custo de vida vá continuar a subir nos próximos meses."
