Primeiro caso de Ébola em França é médico que esteve na RD Congo
Autoridades adiantam que o médico infetado com o vírus Ébola está estável, isolado e foi transferido para um centro hospitalar especializado.
A França detetou o primeiro caso positivo do vírus Ébola num médico humanitário que regressava de uma missão na República Democrática do Congo (RDCongo), país onde o vírus se encontra em circulação ativa, anunciou esta quarta-feira o Ministério da Saúde.
O doente foi atendido imediatamente após a sua chegada ao território francês e transferido para um centro hospitalar especializado em doenças infecciosas de elevada transmissibilidade, segundo as autoridades sanitárias, que precisaram num comunicado que o médico se encontra estável.
O Ministério da Saúde sublinhou que os protocolos de segurança sanitária foram ativados de imediato, incluindo o isolamento do doente e o seu transporte em condições controladas, com o objetivo de evitar qualquer risco de contágio.
A França dispõe de infraestruturas especializadas para o tratamento de doenças altamente contagiosas, com unidades hospitalares equipadas com sistemas de pressão negativa e medidas rigorosas de biossegurança, sublinhou o Ministério da Saúde.
Paralelamente, foi lançada uma investigação epidemiológica para identificar as pessoas que possam ter tido contacto com o caso confirmado.
Esses contactos serão localizados pela agência regional de saúde e deverão cumprir um isolamento domiciliário de 21 dias, com acompanhamento médico durante todo o período.
Risco baixo para viajantes
O anúncio surge na sequência da declaração de uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no passado dia 17 de maio, em resposta à circulação do vírus na região oriental da RDCongo.
Neste contexto, o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC, na sigla em inglês) mantém a sua avaliação de risco como baixa para os viajantes que se deslocam para zonas de transmissão ativa e muito baixa para a população em geral na Europa.
As autoridades reforçaram igualmente o sistema de acompanhamento sanitário para os cooperantes franceses que regressam de zonas de risco, concluiu o Ministério no comunicado.
