Processo contra a capa de disco dos Nirvana reavivado
"Comercialização de pornografia infantil" é invocada pela acusação. O bebé da capa de "Nevermind" (de 1991), hoje com 32 anos, é o queixoso.
O Supremo Tribunal dos Estados Unidos deu aval a Spencer Elden, o bebé da capa do álbum dos Nirvana “Nevermind”, hoje com 32 anos, para voltar a avançar com o processo de acusação de “pornografia infantil”, por ter sido fotografado nu com quatro meses, contra os membros vivos da banda de Seattle, Kris Novoselic (o baixista) e Dave Grohl (o baterista, hoje líder dos Foo Fighters), a viúva de Kurt Cobain, Courtney Love, a editora Geffen (uma das ramificações da multinacional Universal Music), o fotógrafo Kirk Weddle e outros elementos.
A decisão do Supremo Tribunal reverte assim o indeferimento do processo movido por Spencer Elden por um tribunal de Los Angeles em 2022. O Supremo Tribunal sustenta que a reedição recente do álbum “Nevermind” (comemorativa dos trinta anos do disco), mantendo a capa com a imagem dos orgãos genitais do bebé, pode constituir "uma repetição do abuso à vítima" e dos respetivos "danos pessoais". O Supremo Tribunal enquadra Spencer Elden como uma possível vítima de “pornografia infantil”.
O advogado de defesa dos Nirvana, Bert H. Deixler, citado pela Rolling Stone, tem contestado os alegados danos morais a Spencer Elden provocados pela capa do disco e pelas suas republicações, argumentando que o queixoso voluntariamente se associou à foto de "Nevermind" em idade maior, ao “vender capas autografadas do disco” ou a recriar em adulto a foto em que mergulha na piscina a apanhar uma nota em dinheiro.
