Produção industrial sobe 0,1% na zona euro mas recua 0,8% em Portugal em junho

Portugal é o segundo país onde se registou a maior queda na produção industrial, tendo diminuído 3,9%.

A produção industrial aumentou 0,1% na zona euro e 0,6% na União Europeia (UE) em junho, face ao mesmo mês do ano anterior, mas diminuiu 0,8% em Portugal, segundo dados hoje divulgados pelo serviço estatístico europeu, Eurostat.

Entre os Estados-membros que registaram o maior aumento anual na produção industrial, está a Lituânia (7,7%), a Dinamarca (6,1%) e a Polónia (4,9%). As maiores quedas verificaram-se no Luxemburgo (-7,9%), na Roménia (-5,9%) e na Estónia (-4,9%).

No que se refere à comparação com maio, a produção industrial manteve-se estável na zona euro, mas cresceu 0,2% na UE.

Na variação mensal, Portugal é o segundo país onde se registou a maior queda na produção industrial, tendo diminuído 3,9%, uma percentagem apenas superada pelo Luxemburgo (-10,7%).

Os maiores aumentos mensais registaram-se na Dinamarca (5,4%), Croácia (5,2%), Lituânia e Finlândia (ambos com 2,1%).

Em termos anuais na zona euro, a produção industrial aumentou no setor da energia (0,9%), dos bens intermédios (0,4%) e dos bens de capital (0,1%), mas diminuiu nos bens de consumo duradouros (-2,5%), e bens de consumo não duradouros (-0,5%).

Na UE, a maior subida deu-se nos bens intermédios (1%), seguindo-se os bens de capital (0,9%) e energia (0,3%), mas também diminuiu nos bens de consumo duradouros (-0,9%) e nos bens de consumo não duradouro (-0,3%).

Relativamente à variação mensal, a maior subida na zona euro na produção industrial foi nos bens de consumo não duradouros (3%), tendo-se registado igualmente aumentos na energia (1,5%) e nos bens de consumo duradouros (0,3%).

Verificaram-se, no entanto, descidas nos bens de capital (-1,4%) e nos bens intermédios (-0,8%).

O mesmo se verificou na UE, com aumentos na comparação em cadeia nos bens de consumo não duradouros (2,5%), na energia (0,9%) e bens de consumo duradouros (0,9%), mas descidas nos bens de capital (-0,9%) e nos bens intermédios (-0,7%).