Programa de combate à fome com lista de espera
A oferta de cabazes foi reforçada durante a pandemia, mas continua a não chegar para todos os pedidos.
São cada vez as pessoas com direito a cabazes do Programa Operacional de Apoio às Pessoas mais Carenciadas (POAPC). A oferta foi reforçada, mas continua a não chegar para todos, avança o jornal Público, na edição desta segunda-feira.
No ano passado, o Governo duplicou o Programa, Coordenado pela Segurança Social, e ofereceu cabazes a 120 mil pessoas, em vez das 60 mil que costuma apoiar. Ainda assim, há filas de espera nas entidades que distribuem essa ajuda. O jornal dá o exemplo da Santa Casa da Misericórdia de Almada: tem 556 pessoas a receberem cabazes, quando, antes da pandemia, eram exatamente metade. E já tem outras 270 que aguardam o apoio alimentar.
No Porto, também a Associação Nacional de Ajuda aos Pobres ajuda 1200 pessoas e tem mais uma lista de espera superior a 300.
O ministério do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social garante que onde a capacidade seja atingida está assegurada a possibilidade de se alargar o apoio, de forma a garantir resposta a todas as situações de carência alimentar das familias.
