PSP atenta a apelos nas redes sociais para "rebelião" em centros comerciais de Lisboa

A Polícia de Segurança Pública (PSP) a monitorizar os apelos a uma alegada "rebelião" para hoje em vários centros comerciais da cidade de Lisboa, inclusive o Colombo, revelando que houve espaços que pediram o reforço de agentes.

A Polícia de Segurança Pública (PSP) a monitorizar os apelos a uma alegada "rebelião" para este sábado em vários centros comerciais da cidade de Lisboa, inclusive o Colombo, revelando que houve espaços que pediram o reforço de agentes.

Fonte da PSP disse à agência Lusa que, na sequência de apelos a uma alegada "rebelião" que circulam nas redes sociais, houve centros comerciais da cidade de Lisboa que solicitaram o reforço dos agentes da PSP que normalmente se encontram a garantir a segurança em serviço remunerado, vulgarmente conhecido como serviço gratificado, que é prestado por agentes fora do seu horário normal de trabalho, a pedido de entidades públicas ou privadas.

Sem dispor de dados concretos do reforço pedido e para que centros comerciais, a mesma fonte indicou que não foi alocado um dispositivo especial da PSP para responder a esta situação, mas a polícia está atenta e a monitorizar e, se for chamada a qualquer ocorrência, irá intervir.

A Lusa questionou o centro comercial Colombo sobre a resposta de segurança neste âmbito, aguardando uma resposta.

Na última semana viralizaram nas redes sociais e foram notícia apelos e cartazes sobre uma alegada "rebelião" no Centro Colombo, convocada para hoje, dia 31 de outubro, pelas 17:30, tendo como objetivo a "invasão" e saque de lojas, como a JD Sports, e a "vandalização" daquele espaço comercial.

O tema ganhou destaque com as denúncias feitas por várias contas de responsáveis do partido Chega e de grupos de extrema-direita, que amplificaram os alegados apelos à rebelião que estariam a circular no TikTok e em redes fechadas como grupos de WhatsApp.

O Lusa Verifica, um serviço de verificação de factos da agência de notícias Lusa, analisou dezenas de publicações e avaliou que é "Verdadeiro, mas...", uma vez que várias dessas publicações foram feitas por jovens criadores de conteúdos apenas para gerar cliques, o que não significa que não possam ocorrer de facto algum tipo de desacatos.

A Lusa Verifica colocou várias questões ao jovem de 19 anos que partilhou vários cartazes com a contagem decrescente para a dita "rebelião" após ter identificado o seu contacto telefónico numa publicação sobre um dos grupos de WhatsApp.

Sem responder diretamente às questões, o responsável pela conta @BebyDeizy3 no TikTok reconheceu que as suas publicações "podem ter dado a entender que existia uma intenção real", mas assegurou que "não havia qualquer plano a sério" para vandalizar o Colombo.

"Quero deixar claro que nunca tive a intenção de incentivar qualquer invasão, vandalismo ou comportamento ilegal. Todo o conteúdo que foi divulgado surgiu num contexto de brincadeira entre amigos, incluindo a criação de um grupo no WhatsApp e de alguns cartazes com humor e provocação", disse o jovem.

Na mesma resposta enviada através do WhatsApp, o autor das publicações também pediu desculpa pelo sucedido.

"Lamento se as publicações causaram preocupação ou foram interpretadas de outra forma. Nunca foi essa a intenção. Espero que compreendam o meu esclarecimento e que esta situação não seja interpretada como um incentivo a atos ilegais. A minha intenção nunca foi essa", reforça.